Zandvoort se despede da F1 com festa, chuva e uma Red Bull faminta
GP da Holanda marca a volta da categoria, a última do circuito e a chance de Verstappen acabar com o jejum; Antonelli, Ferrari e McLaren prometem briga.

Foto: 1 de 5 Eleito piloto mais popular entre o público da F1 em 2021, Max Verstappen pilota RBR diante de sua torcida no Circuito de Zandvoort no GP da Holanda — Fot / Foto original da matéria-fonte
Após as férias, a F1 volta com um cenário de despedida digno de novela: Zandvoort recebe o GP da Holanda pela última vez, e a torcida local quer ver Max Verstappen lutando pela vitória. O problema é que a Red Bull, até agora, só viu os outros vencerem em 2026. O holandês até chegou perto na Áustria, mas em grande parte da temporada o pódio parecia mais uma miragem do que realidade. Para piorar (ou melhorar, dependendo do ponto de vista), a chuva está prevista para a sexta e o sábado, o que pode embaralhar as cartas — e, para o time de Milton Keynes, talvez seja a chance de quebrar o engasgo.
Nos bastidores, o fim de semana já começa com mudanças. Isack Hadjar, lesionado, abre espaço na Red Bull para Liam Lawson, que deixa a Racing Bulls e tenta mostrar que merece a promoção de vez. Yuki Tsunoda, que era reserva, assume a vaga deixada pelo neozelandês. Enquanto isso, o mercado respira: Williams confirmou Carlos Sainz para 2027, e a Haas, com Rafael Câmara no radar por causa do bom desempenho na F2 e dos laços com a Ferrari, promete agitar os próximos dias.
Na liderança, Kimi Antonelli segue soberano com 50 pontos de vantagem sobre Lewis Hamilton, mas a Ferrari não vem tão confiante assim: a McLaren, com a vitória de Lando Norris na Hungria, surge como o perigo mais imediato. E se a última passagem por Zandvoort servir de referência, a história pode virar de cabeça para baixo de novo. Em 2025, a corrida parecia consagrar Oscar Piastri, que venceu, mas o abandono de Norris no finalzinho aliviou a pressão sobre o britânico — que, no fim das contas, acabou campeão. Ou seja: em solo holandês, o imponderável costuma dar o tom.
Neste ano, a Sprint Race ainda adiciona tempero à receita, e o traçado, de curtas retas e muitas curvas, deixa a Audi com água na boca. Só que Gabriel Bortoleto, que não costuma levar a fama ao pé da letra, já avisou: expectativas em 2026 andam falhando, tanto para o bem (Spa, Silverstone) quanto para o mal (Mônaco, Hungria). Portanto, quem for a Zandvoort esperando monotonia, melhor rever os planos. A F1 voltou para se despedir do circuito em grande estilo — e, se depender da torcida, com um holandês no alto do pódio.