Zack Zhu cria suspense, mas Dániel Miron Lorente vence na Suécia; franceses deixam a liderança escapar
Round 4 da Champions of the Future Euro Series teve final eletrizante em Kristianstad, com direito a virada, resistência e uma boa pitada de ‘quase lá’ para os pilotos franceses.
A Champions of the Future Euro Series passou por Kristianstad entre 22 e 25 de julho para sua quarta etapa, e a Suécia provou, mais uma vez, que kart é esporte para cardíacos. Entre ultrapassagens, abandonos e uma ou outra decisão polêmica da direção de prova, o pódio final teve nome: Dániel Miron Lorente. O piloto de dupla nacionalidade (neerlandês-espanhol) virou a corrida de cabeça para baixo e segurou o ímpeto do brasileiro Antonio Pizzonia e do francês Priam Bruno para levar a vitória.
A grande sensação do fim de semana, porém, foi Zack Zhu. O francês da KR-IAME já havia vencido uma etapa na temporada e repetiu o desempenho na super manche, garantindo a pole para a final. Parecia roteiro de filme: largar na frente, liderar as duas primeiras voltas e… então a realidade do grid falou mais alto. Envolvido nos duelos animados característicos da categoria, Zhu despencou para 12º. Da pole ao purgatório, em apenas alguns minutos — um roteiro que nem roteirista de novela teria coragem de escrever.
Se Zhu não conseguiu confirmar, outros franceses também tiveram fins de semana para esquecer — ou, pelo menos, para repensar estratégias. Stan Ratajski (LN-TM) foi eficiente nas mangas, com três terceiros lugares, mas na final, depois de largar em 7º, abandonou. Téo Pelfrène (KR-IAME), que chegou a ser 3º após as eliminatórias com duas vitórias, viu a super manche virar um pesadelo e terminou a final em 19º. Marc’Andria Quessada (KR-IAME) foi o melhor dos tricolores: depois de largar em 31º, avançou incríveis 20 posições para cruzar em 11º — mostra que, mesmo num fim de semana irregular, há espaço para heróis improváveis.
Enquanto isso, no pelotão da frente, a briga foi de tirar o fôlego. O polonês Leonardo Gorski (LN-TM) dominou as mangas, mas caiu na super manche e ficou de fora da festa final. Na corrida decisiva, quem comandou o espetáculo foram Martin Luis Bertolaccini (Argentina) e Antonio Pizzonia (Brasil), ambos de Parolin-TM, que se alternaram na liderança até Miron Lorente resolver que já era hora de aparecer. O francês Priam Bruno, com KR-IAME, ainda tentou chegar por trás, mas teve que se contentar com o 3º lugar. A boa notícia para ele? A liderança do campeonato segue firme, agora com 5 pontos de vantagem sobre Will Green, que terminou a final em 5º.
Com um round para o fim (a grande decisão será em Sarno, na Itália, em setembro), a série promete emoção até o último metro. E se a Suécia já deu esse show, o que esperar da Itália? No kart, como na vida, o final é sempre o mais cruel — e o mais delicioso de assistir.