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F1

Williams e o 2026: 11 pontos, carro acima do peso e a esperança chamada 2027

A equipe de Grove vive um meio de temporada de altos e baixos (mais baixos, diga-se), mas ainda sonha com uma reação na segunda metade do ano.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

Depois de um 2025 que devolveu a Williams ao top 5 do Mundial de Construtores, a expectativa para 2026 era enorme. Mas a realidade tratou de colocar um freio de mão nessa empolgação: a equipe perdeu o shakedown de pré-temporada em Barcelona, viu o carro nascer acima do peso e passou o primeiro semestre inteiro apagando incêndios. Resultado: apenas 11 pontos somados antes das férias de verão. Para um time que queria voar, mais parecido com um taxiando na pista.

O melhor momento até aqui foi o oitavo lugar de Alex Albon em Mônaco. Só que até nessa alegria houve um gostinho amargo: Carlos Sainz, que vinha em boa posição, foi atingido duas vezes no reinício após bandeira vermelha e teve de abandonar, jogando no lixo um possível double points. Albon, aliás, não escondeu a frustração com as ordens de equipe que o fizeram ceder posição – e ainda viu o companheiro sair da corrida. ‘Eu dei uma posição para o Arvid Lindblad e pensei que tínhamos feito tudo aquilo por nada’, reclamou. No fim, o P8 veio, mas o clima ficou azedo.

Nos confrontos diretos, Sainz leva vantagem no Q (9 a 2) e também nas corridas (6 a 5, em pontos). Aliás, esses 11 pontos são exatamente a soma de 5 de Albon e 6 de Sainz, um equilíbrio quase cômico. O único fim de semana com dois carros no top 10 foi Miami, depois da primeira leva de atualizações. Mas era a esperança de uma virada que nunca veio: desde então, a Williams passou em branco nas últimas cinco provas.

O pior momento, porém, não foi em pista. Foi ver o carro com sobrepeso e tratando o GP do Japão como um teste de laboratório, com Albon fazendo cinco pit stops para experimentar ajustes. E na Hungria, ambos os pilotos caíram no Q1, ficando à frente apenas dos novatos da Cadillac. É pouco para quem se acostumou a brigar por pontos.

O futuro? Sainz admite que a permanência depende da velocidade da reação, enquanto Vowles promete um pacote de atualizações em Baku, incluindo um novo chassi. Mas o discurso do chefe de equipe já cheira a 2027, com a mentalidade de ‘consertar o básico para construir um futuro forte’. Ou seja, o torcedor da Williams que se prepare: o segundo semestre deve ser um misto de curativo e fundação – com um pouquinho de fé no meio.

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