WEC mantém a receita: Michelin e Goodyear seguem calçando a resistência até 2032
Federação confirma pneus do Hypercar e LMGT3 para o triênio 2030-2032, e a única troca de pneu que vai emocionar é a dos carros em alta velocidade.
A FIA bateu o martelo (ou melhor, apertou o parafuso) e definiu quem vai fornecer pneus para o WEC nas temporadas de 2030 a 2032. A dupla que já dominava o grid segue firme: Michelin fica com a classe Hypercar, enquanto Goodyear continua responsável pela LMGT3. A decisão, tomada após um processo de licitação conduzido em parceria com o Automobile Club de l’Ouest (ACO) e aprovada pelo Conselho Mundial de Esporte a Motor, garante que a única surpresa nos pits será saber se o carro vai andar com pneus de chuva ou slicks.
O processo de seleção avaliou de tudo, desde capacidade técnica e qualidade do produto até desempenho em condições adversas, suporte operacional, compromissos de sustentabilidade e contribuição de longo prazo para o crescimento da resistência. Parece até entrevista de emprego, mas para pneus — e, convenhamos, eles têm currículo para isso. Michelin e Goodyear mostraram que não só aguentam o tranco técnico, mas também embarcam na jornada de sustentabilidade da categoria. Se isso significa pneus feitos de garrafa PET reciclada, o futuro dirá.
A continuidade traz uma dose extra de tranquilidade para times e pilotos. Michelin é pneu oficial da classe rainha desde a chegada dos Hypercars, em 2021; Goodyear, por sua vez, calça a LMGT3 desde a estreia da classe, em 2024. Ou seja, ninguém vai precisar aprender a lidar com borracha nova em plena disputa de Le Mans. E, para quem achou que a Goodyear tinha feito só um contrato-relâmpago, vale lembrar: ela já havia sido confirmada para o período 2027-2029 no início deste ano. Agora, a marca segue na festa até 2032, praticamente uma aposentadoria em tempo integral.
Com essa decisão, o WEC mantém a estabilidade que permite às equipes focarem no que realmente importa: fazer carro voar. Enquanto isso, a Hypercar segue como vitrine tecnológica da resistência, atraindo fabricantes de peso, e a LMGT3 esbanja diversidade de marcas e modelos como nunca se viu na classe GT do campeonato. No fim das contas, a grande lição é que, no WEC, a troca de pneu mais emocionante continua sendo aquela durante o pit stop — e não a assinatura de contrato.