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WEC já teve 10 etapas e agora vive de seis: o que houve com o calendário?

De Spa a circuito esquecido, a história das pistas que passaram pelo Mundial de Endurance tem mais reviravoltas que corrida sob carro de segurança.

Por Bruno Bandeira

Desde 2012, o Mundial de Endurance da FIA (WEC) já rodou o planeta com uma lista de circuitos que parece o histórico de navegador de um viajante compulsivo: Europa, Ásia e Américas, tudo em nome da velocidade e do consumo de pneus. Alguns palcos, como Spa-Francorchamps, viraram figurinhas carimbadas — presença garantida que nem parente chato em churrasco de família. Outros, porém, entraram e saíram tão rápido que os fãs mal tiveram tempo de decorar o nome da curva mais rápida.

Houve uma era dourada em que o WEC tinha 10 etapas em uma temporada — número que faz qualquer organizador atual suspirar com saudade. Pois é, o campeonato já foi mais generoso no tamanho do calendário, mas, como todo bom relacionamento, o tempo tratou de enxugar as ambições. Hoje, o Mundial se contenta com seis etapas pelo mundo, mantendo a essência: corrida, estratégia e a eterna dúvida sobre quando vai chover.

A redução de 10 para 6 etapas não foi apenas um corte de gastos; foi um ajuste de realidade. Afinal, manter uma logística de contêineres e carros de corrida entre continentes não é brincadeira, e o WEC parece ter aprendido que qualidade vale mais que quantidade — ou pelo menos que é mais fácil vender ingresso para um finzinho de semana em Spa do que para uma pista esquecida no canto do calendário.

No fim das contas, o WEC segue firme, com um núcleo de circuitos clássicos e uma memória afetiva dos que ficaram pelo caminho. Quem sabe um dia a lista volte a crescer? Até lá, resta aproveitar as seis joias que restaram — e torcer para que a próxima temporada não exija mais um corte na conta da energia.

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