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WEC: de Spa ao esquecimento, o calendário que já teve 10 etapas e encolheu na pandemia

O Mundial de Endurance rodou o mundo em busca de palcos, mas descobriu que nem todo circuito é alma gêmea — e a COVID ainda congelou a agenda.

Por Bruno Bandeira

Desde 2012, o WEC vive uma relação de altos e baixos com seus circuitos. É como app de namoro: alguns viram casamento duradouro, tipo Spa, que virou presença fixa no calendário. Outros são dates que terminam em ghosting — vão, participam de uma temporada e desaparecem sem deixar saudade.

A variedade de palcos sempre foi a marca da casa: Europa, Ásia, Américas, o Mundial já passou por quase tudo que tem pista e asfalto. No auge, eram 10 etapas em uma única temporada, um verdadeiro tour global digno de banda de rock em turnê. Mas aí veio a COVID-19, e o calendário emagreceu de forma abrupta, encolhendo para apenas seis etapas.

Se por um lado a redução trouxe mais foco às corridas, por outro deixou o campeonato com aquele ar de quem está fazendo regime depois do Natal. Menos etapas, mais saudade de Spa e daqueles circuitos que já não existem no grid. O WEC aprendeu que, assim como na vida, não é a quantidade de dates que importa — é a qualidade dos abraços (ou das freadas) que ficam.

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