Verstappen sente o verão chegar: ‘estou bem’, mesmo com RB22 teimoso
Holandês abre o jogo sobre a Red Bull e os regulamentos, revela que o motor Ford surpreendeu e deixa claro que a calma é sua maior arma neste meio de temporada.
Max Verstappen pode não estar com o carro dos sonhos, mas garante que está ‘se sentindo bem’ com o seu lugar na Fórmula 1. Em meio a um ano em que o RB22 se comporta mais como uma diva do que como um carro de corrida, o holandês parece ter encontrado a paz interior — ou pelo menos um bom coach.
O chassi da Red Bull, que deveria ser a arma secreta, virou um quebra-cabeça que os engenheiros insistem em montar no escuro. Difícil de acertar e de guiar, o carro tem testado a paciência de Verstappen, que, no entanto, revela uma sabedoria digna de monge: as adversidades fazem parte do jogo, e o verão está aí para recarregar as baterias (e talvez reconfigurar o mapa de setup).
Nem tudo são dores de cabeça. Enquanto o chassi anda manco, o projeto Red Bull-Ford Powertrains entregou mais do que o esperado, segundo os envolvidos. É como ter uma geladeira nova em uma casa com o encanamento quebrado: ao menos alguma coisa funciona.
E é com essa mistura de frustração e otimismo que Verstappen encara o regulamento atual e o futuro. Ele diz que se sente bem, e quem somos nós para duvidar? Talvez a chave seja mesmo o período de descanso — porque se depender do RB22, o sossego vai ter que vir das férias.