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F1

Verstappen prende o futuro, McLaren dispara e Ferrari mantém a tradição de estratégia criativa

GP dos Países Baixos agita o mercado de pilotos, coroa Norris e expõe as desculpas de Mercedes e Ferrari.

Por Bruno Bandeira

Foto: Max Verstappen e Laurent Merkies renovam acordo: holandês permanece na Red Bull até 2030 (Foto: Red Bull) / Foto original da matéria-fonte

O GP dos Países Baixos até teve bandeira quadriculada, mas o verdadeiro jogo aconteceu fora da pista. Max Verstappen renovou com a Red Bull até 2030 e, de quebra, acelerou a dança das cadeiras entre os pilotos. Lando Norris aproveitou para emendar a segunda vitória seguida, recolocando a McLaren no centro das atenções — embora Oscar Piastri ande com a sobrancelha erguida diante da diferença de rendimento entre os dois lados da garagem.

Enquanto a McLaren comemora, a Mercedes adota o discurso do ‘orçamento implacável’: com US$ 215 milhões por carro, US$ 190 milhões no desenvolvimento de motores e US$ 3 milhões extras, o time alemão diz que não há espaço legal para evoluir o chassi W17. Tudo muito bonito, mas convenhamos: na F1, falta de grana nunca foi desculpa — é só olhar o tamanho do prejuízo de não ter caixa para melhorar o carro. Já a Ferrari… bem, a Ferrari. Pela segunda corrida seguida, a estratégia parecia desenhada para garantir o quarto e o quinto lugares, e Lewis Hamilton, sete vezes campeão, viu o pódio escapar por ali. A série de erros semelhantes já faz os torcedores desconfiarem de uma preferência velada por Leclerc, velho conhecido do chefão Fred Vasseur. Difícil acreditar que Hamilton foi contratado a peso de ouro para rodar bonito no pelotão intermediário, mas é o que parece.

No mercado de pilotos, as especulações viraram fatos. Fernando Alonso, bicampeão mundial, avalia trocar a Aston Martin por um carro que o deixe sonhar de novo; Carlos Sainz Jr. e Alex Albon, na Williams, parecem seguir o mesmo caminho. Aliás, essa turma toda pode acabar no lugar de Verstappen na Red Bull, se alguém acreditar nessa possibilidade. Com três vagas já resolvidas para 2027, a lista de confirmados inclui gente como Antonelli na Red Bull, Hadjar no outro Red Bull, Hamilton e Leclerc na Ferrari, Norris na McLaren, Gasly na Alpine, Lindblad na Racing Bulls, Bearman na Haas, Bortoleto na Audi, Stroll na Aston Martin e Perez na Cadillac. Ah, e George Russell e Piastri devem continuar onde estão — o que é uma ótima notícia para quem gosta de estabilidade.

Entre os que sonham com um assento, o Brasil aparece em dose dupla: Rafael Câmara, apoiado pela Ferrari, e Kiko Porto, que disputa com Gabriele Mini as vagas em aberto na Haas e na Cadillac. O búlgaro Nikola Tsolov pode virar reserva da Red Bull, com direito a função parecida na Racing Bulls. Só não contem com a Toyota para facilitar: a fabricante, que anda metida na Haas, pode empurrar Ryo Hirakawa para o lugar dos brasileiros. Nome bonito não falta, mas vaga é artigo de luxo.

Por fim, o mistério técnico da McLaren: dizem que o time descobriu que o mapa de gerenciamento do motor Mercedes estava desatualizado e, depois de ajustar a eletrônica, veio a velocidade. Se for só isso, alguém precisa explicar por que Piastri não consegue repetir os resultados de Norris. Enquanto isso, a Mercedes segue culpando o regulamento financeiro pela queda de rendimento, e a Ferrari… bem, a Ferrari continua fiel à sua filosofia: na dúvida, faça a estratégia mais complicada possível. O resultado? Hamilton no quarto, Leclerc no quinto, e os tifosi no divã.

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