Vasseur aposta tudo em 2026 e faz a Ferrari trocar o presente por uma promessa
Chefe francês tomou a decisão racional de abandonar a briga por 2025 já em abril do ano passado — e os italianos, claro, não gostaram nada disso.
Quando Fred Vasseur decidiu, lá em abril do ano passado, que a Ferrari deveria concentrar todos os esforços no carro de 2026, deve ter ouvido alguns ‘mamma mia’ bem sonoros vindo de Maranello. Afinal, mandar a Scuderia abandonar a temporada atual para sonhar com o futuro é tipo pedir para um italiano pular o espresso da manhã: tecnicamente possível, mas emocionalmente devastador.
O tempo, porém, deu razão ao francês. Com a McLaren voando e a Ferrari sem reação, a decisão de Vasseur deixou de ser heresia e virou simplesmente a única jogada lógica. Por que insistir em um campeonato que já não tinha mais sabor, quando se pode preparar o terreno para a nova era de regulamentos? O chefão da Scuderia preferiu ser o cara chato do planejamento estratégico a ser o otimista de plantão que acredita em milagre.
Claro que a torcida tifosi, apaixonada e impaciente, não engoliu a ideia na hora. Dizer para o italiano que o importante é o projeto de 2026 é como explicar que a pizza está saindo do forno enquanto ela ainda está no forno — ninguém quer esperar, todo mundo quer morder. Mas Vasseur sobreviveu à tempestade, e hoje, com o desempenho atual, a escolha dele parece mais um ato de lucidez do que de covardia.
A verdade é que, no mundo da F1, às vezes é preciso saber perder uma batalha para vencer a guerra. E se a Ferrari realmente acertar o carro de 2026, o sacrifício de 2025 será lembrado como um mal necessário. Se errar, bem, aí Vasseur vai precisar de algo mais forte que espresso para enfrentar a fúria dos italianos. Por enquanto, o juiz é o cronômetro — e ele, como sempre, não tem piedade.