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F1

Tsunoda troca o oceano grego pelas dunas de Zandvoort: japonês é chamado às pressas para o GP da Holanda

Piloto estava na praia quando descobriu que substituiria Hadjar na Racing Bulls; agora ele precisa se acostumar com o carro novo em apenas um treino livre.

Por Bruno Bandeira

Foto: 1 de 3 Yuki Tsunoda vai disputar o GP da Holanda de F1 2026 pela Racing Bulls — Foto: Clive Rose/Getty Images / Foto original da matéria-fonte

Se você estava planejando uma folga tranquila, não avise a Red Bull. Yuki Tsunoda aprendeu isso da pior (ou melhor?) forma: estava na Grécia, de férias relâmpago, quando recebeu a ligação que o trouxe de volta à Fórmula 1. Com a lesão no punho de Isack Hadjar, a Racing Bulls precisou de um substituto e o japonês, que havia sido rebaixado a piloto reserva, foi acionado para o GP da Holanda.

Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, Tsunoda contou que estava aproveitando o mar grego com o empresário e amigos. ‘No momento em que recebi a ligação, estava bem relaxado e observando o oceano’, disse. A tranquilidade durou pouco: a chamada veio na terça-feira e a ordem foi direta: ‘você tem que ir para o Reino Unido’. O japonês, que tinha acabado de chegar à Grécia há 24 horas, respondeu com a cara típica de quem foi interrompido no paraíso: ‘Por quê?’. A resposta veio na forma de um convite irrecusável: ‘Talvez você corra neste fim de semana’.

Ao menos a pista não é uma desconhecida. Tsunoda passou anos na casa, desde os tempos de AlphaTauri em 2021 até o começo de 2025, quando foi promovido à Red Bull após o mau início de Liam Lawson. A equipe, no entanto, preferiu apostar em Hadjar para 2026 e deixou o japonês de fora do grid. Agora, com o francês lesionado, Lawson sobe para a vaga na Red Bull e Tsunoda assume o carro do neozelandês na Racing Bulls. Ou seja: a dança das cadeiras que o tirou do time principal acabou devolvendo-o ao cockpit, ainda que por um fim de semana.

O desafio, porém, será maior do que simplesmente reencontrar um antigo amor. O carro deste ano é bem diferente do que ele guiou em 2025, e a programação da Sprint dá apenas um treino livre antes da classificação. Tsunoda, que não coloca expectativas, prefere encarar tudo como uma aventura. ‘Só quero aproveitar e me divertir, que é o que eu queria ter por um longo tempo’, filosofou. Tomara que essa energia praiana o ajude a domar as dunas de Zandvoort.

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