Trump, o engenheiro de pista? Presidente dos EUA se envolve na organização da IndyCar em Washington
Ordem executiva para ‘liberar’ o Freedom 250 Grand Prix: quando a política resolve acelerar no automobilismo
Se você achava que bastava um prefeito autorizar fechar ruas e um promotor alugar um circuito de rua, está enganado. Para a IndyCar desembarcar no fim de semana em Washington D.C., nada menos que uma ordem executiva do presidente dos Estados Unidos foi necessária. Sim, Donald Trump assinou, em janeiro, um decreto instruindo a administração a fazer o Freedom 250 Grand Prix acontecer, tudo para celebrar os 250 anos do país.
Agora, finalmente, o fim de semana de corrida chegou. O asfalto da capital americana vai ouvir o ronco dos motores da IndyCar — e, se depender do histórico de Trump, talvez até algum discurso inflamado sobre ‘o maior evento da história’ antes da bandeira verde.
A ideia de um presidente se meter diretamente na organização de uma prova não é exatamente novidade na história do automobilismo, mas é raro ver um decreto presidencial sendo usado como ferramenta de planejamento de evento esportivo. Ainda mais quando o circuito mistura ruas de uma cidade que, em um dia normal, já é um caos de trânsito. Mas quem somos nós para duvidar do poder da caneta presidencial?
Enquanto os pilotos se preparam para encarar as barreiras de concreto, resta a dúvida: será que o presidente também vai dar uma passadinha nos boxes para dar dicas de estratégia? Se fizer, a gente promete cobrir com o mesmo respeito e sobriedade que uma corrida de rua merece. Ou quase.