Grid Geral
F1

Trinta anos depois: Damon Hill e a coroa que (quase) ninguém deu a ele

Em 2026, celebramos o título de 1996 do filho de Graham Hill — com direito a críticos, carro dominante e uma ironia digna de roteiro.

Por Bruno Bandeira

Em 2026, a Fórmula 1 celebra uma efeméride que une história, talento e um quê de injustiça: os 30 anos do título mundial de Damon Hill. O filho do bicampeão Graham Hill provou que não precisava de herança para vencer — embora, convenhamos, ter o nome Hill na porta não atrapalhasse. Na época, ele pilotava a Williams FW18, o carro mais forte do grid, o que levou alguns a diminuir a façanha. Como se dirigir o melhor carro fosse crime.

A trajetória até a coroa de 1996, relembrada em uma série especial do Formula1.com com o próprio Damon, é uma crônica de superação. Hill não apenas calou os críticos como teve de lidar com a rejeição mais cruel do esporte: ser descartado mesmo estando a caminho do título. Uma ironia que faria qualquer roteirista de novela pensar duas vezes.

A série, conduzida pelo editor sênior Greg Stuart, promete mergulhar na montanha-russa emocional de um campeão que enfrentou o peso do sobrenome e a efemeridade do circo da F1. Afinal, se você acha que ganhar o campeonato resolve tudo, Damon Hill está aí para lembrar que, às vezes, a vitória é apenas o começo de outra batalha.

Com um humor ácido e a precisão de quem viveu a história, a primeira parte da homenagem resgata a construção de um campeão único — da sombra do pai ao topo do mundo, sem nunca perder a elegância (nem a ironia) que faltou a muitos de seus detratores.

Damon Hill1996WilliamsF1

Ver cards para Stories →

← Voltar à capa