Tony Kart brilha na Suécia com vitória de estreante e recuperação histórica
Na etapa final do Europeu de Kart, MacAndrew-Uren domina na estreia, e Frasnelli vira o 'rei do tráfego' com 29 posições recuperadas.
A temporada do FIA Karting European Championship fechou com chave de ouro para a Tony Kart na pista de Kristianstad, na Suécia. No quarto e último round do campeonato, o Racer 401 T dominou a final da OKJ (a ‘Junior’) e por pouco não colocou um piloto no pódio da OK (a ‘Senior’). O time italiano, aliás, parece ter assinado um contrato com o caos: fez de tudo um pouco, de passeio triunfal a escaladas dignas de alpinista.
O grande nome do fim de semana foi Emerson MacAndrew-Uren. Nada mau para quem estava fazendo sua estreia na categoria. O britânico começou o round com dois terceiros lugares nas tomadas de tempo, depois adicionou mais um terceiro e uma vitória no sábado. No domingo, com um segundo lugar na Super Heat, largou em segundo — mas tratou o semáforo como um convite para a liderança. Mesmo na parte menos favorecida do grid, pulou para a ponta na largada e, no final da primeira volta, já era uma figura solitária no horizonte. Gestão de corrida impecável, liderança crescente e vitória com a bandeira quadriculada para ele e para a torcida.
Se na frente o passeio foi tranquilo, no fundo do pelotão o espetáculo foi outro. Julian Frasnelli, que não teve uma classificatória digna de seu talento, resolveu compensar na base do improviso. Fez a volta mais rápida nas baterias e, na final, largou lá atrás. Mas o italiano claramente não leu o manual: ganhou 15 posições na primeira volta e, com uma sequência de ultrapassagens digna de vídeo game, chegou a apenas 0,091s do pódio. No fim, foi o piloto que mais subiu na corrida — 29 posições no total. Se isso é ser ‘o cara do tráfego’, que venham mais corridas assim. Stepan Mazepin também resolveu adotar a estratégia ’larguei longe, chego mais longe’ e ganhou 21 posições, encostando no top-10. Outros nomes como Augustin Feligioni, Jean Poujol, Oiva Vettenranta, Antonio Ianni e Yubo Wen anotaram voltas rápidas e ganharam bagagem para as próximas batalhas.
Na OK, Ilie Tristan Crisan confirmou que não veio para turismo. Do treino, onde foi terceiro no grupo, à bateria, com direito a quatro terceiros lugares e um terceiro na Super Heat, o canadense chegou na final como um candidato ao pódio. E não decepcionou: largou bem, assumiu a segunda posição logo no início e brigou até o fim. Valerio Viapiana, que já tinha um bronze no bolso da etapa de Mülsen, repetiu a dose e também fez uma escalada de 20 posições, ficando perto do top-10. Thomas Pradier, que voltou à ação após lesão, mostrou lampejos com um terceiro lugar em bateria, mas um abandono na terceira prova dificultou sua vida; ainda assim, participou da final. Seu companheiro Gilles Herman também esteve na largada, após uma sequência positiva nas baterias.
Com a bagagem cheia de pontos e boas histórias, a Tony Kart Racing Team terá um breve descanso antes de retornar à pista no fim do mês para a primeira rodada da WSK Final Cup, em Franciacorta (26 a 30 de agosto). Se o roteiro se repetir, podemos esperar mais ultrapassagens milagrosas e talvez até uma ’estreia’ de outro calouro faminto por vitórias.