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F1

Soma não fecha: a conta amarga da McLaren no GP da Hungria

Antonelli sozinho já tinha mais pontos que Norris e Piastri juntos na briga pelo título de 2026

Por Bruno Bandeira

Há pouco mais de um mês, a missão da McLaren na defesa do título de pilotos da Fórmula 1 parecia daquelas em que até o GPS se recusa a traçar rota. No GP da Hungria, o cenário era desolador: Kimi Antonelli, da Mercedes, liderava o campeonato com 204 pontos, enquanto a dupla papaya, somada, não alcançava o jovem italiano.

Os números doíam: Lando Norris tinha 103 pontos, Oscar Piastri 92. Juntos, 195 — nove atrás do líder isolado. Ou seja, para igualar o ritmo do piloto da Mercedes, a McLaren precisava de dois carros em modo ‘turbo’ ao mesmo tempo, coisa que a F1 só permite em videogame.

Naquele momento, qualquer projeção estatística apontava para a Mercedes passeando rumo ao título. A equipe de Woking, que em 2025 viveu o auge, assistia à defesa do caneco virar uma novela de suspense com cara de tragédia. O campeonato, claro, é longo, e a temporada ainda teria muitas reviravoltas — mas a matemática da Hungria era tão cruel que nem o mais otimista dos papaias ousava fazer contas.

A temporada, como sempre, reserva surpresas — e aquele abismo aparente poderia se transformar em cenário de recuperação digna de Hollywood. Mas isso é assunto para os próximos capítulos, que o tempo — e as pistas — tratariam de revelar.

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