Silly season de 2026: metade da F1 vai precisar de um bom agente (e de sorte)
Com mais da metade do grid desempregado no fim do ano, o mercado de pilotos para 2027 vai esquentar como pneu de corrida.

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte
A F1 de 2026 até que começou com um grid parecido com o do ano passado, mas não se engane: bastou o semáforo apagar para a temporada de negociações abrir. Mais de 50% dos pilotos estão com contrato vencendo no fim do ano, e o que não faltam são corações batendo mais rápido do que um motor V6.
Nas equipes de ponta, a calmaria reina. Norris fica na McLaren até 2027, Piastri até 2028. Russell tem a Mercedes garantida até 2027, mas Kimi Antonelli, que briga pelo título, só tem 2026. Verstappen na RBR está amarrado até 2030, com um contrato que deve ter mais cláusulas que o regulamento da FIA. Leclerc vai de Ferrari até 2030+, um dos contratos mais longos da história recente da F1, e Hamilton cumpre até 2027.
No meio do pelotão, o clima é de quem segura essa. Williams garante Albon e Sainz além de 2026. Racing Bulls deixa Lawson e Lindblad com contratos curtos, só para este ano. Aston Martin mantém Alonso e Stroll somente até o fim da temporada. Haas também tem Bearman e Ocon apenas até dezembro, e o chefe Ayao Komatsu já teve que desmentir fofoca de racha com o francês. Audi confia em Hulkenberg e Bortoleto, ambos com contratos plurianuais. Alpine se garantiu com Gasly até 2028 e Colapinto até 2027, depois de Briatore sonhar com Verstappen. E a Cadillac segurou Perez e Bottas até 2027.
Ou seja, anote aí: para 2027, metade da categoria está livre. Os chefes de equipe vão atualizar a lista de contatos; os pilotos, o LinkedIn. E nós, aqui, só esperando o primeiro anúncio bombástico.