Rotax liberado: motores do mundo inteiro podem desembarcar no SKUSA SuperNationals
Após 13 anos de hiato, as categorias Rotax voltam a Las Vegas — e agora com motores de qualquer país, desde que o selo e o cartão estejam em dia.
A Karting Solutions Group, distribuidora oficial da BRP-Rotax nos Estados Unidos, resolveu acabar com o drama dos pilotos internacionais: no SKUSA SuperNationals 2026, motores Rotax de qualquer país poderão competir nas classes Senior MAX e Mini MAX. Isso mesmo, o motor pode ser de Tonga, de Timbuktu ou do quintal do vizinho — desde que siga o regulamento técnico global Rotax MAX Challenge 2026, é claro.
E não adianta aparecer com o motor lacrado de fábrica e achar que está tudo certo. O lacre precisa ser feito por um Centro de Serviço Rotax autorizado, e o piloto tem que portar o Engine Identity Card no evento. Ou seja, a burocracia é globalizada, mas o cartão de identidade do motor é obrigatório. Quem não levar, fica de fora — como em qualquer balada que se preze.
Essa novidade marca o retorno das classes Rotax ao SuperNationals depois de 13 anos de ausência. E não é um retorno tímido: a Mini MAX faz sua estreia no evento, que acontece de 11 a 15 de novembro no Las Vegas Motor Speedway. Para adoçar, a prova terá o maior prêmio em dinheiro da história do SuperNationals, com mais de US$ 50 mil distribuídos entre as 11 classes. Dá até para pagar a passagem de volta com troco para um lanche no cassino.
As inscrições já estão com 50% das vagas preenchidas, e a organização avisa que ambas as classes estão a um passo de esgotar. Pilotos que estão segurando a pré-inscrição porque ainda não resolveram a logística do motor: parem de enrolação. A pré-inscrição está aberta no RaceSelect, e pilotos internacionais precisam completar a certificação ASN como parte do pacote. Corram, porque o vagão está saindo da estação — e com motor de qualquer procedência.