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F1

Red Bull à espera do veredito da FIA: upgrade no motor ou só o 'quase' de novo?

Antes do GP da Itália, FIA deve revelar se a Red Bull enfim poderá evoluir o motor ou se vai continuar assistindo de camarote.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

A Red Bull vive aquela sensação de quem chega na fila do banheiro e descobre que ainda faltam dez pessoas na frente. A equipe vai descobrir antes do GP da Itália se terá alguma chance de atualizar o motor ainda nesta temporada — ou se vai continuar segurando o xixi, digo, o desenvolvimento, até o fim do ano. A FIA deve anunciar a qualquer momento os resultados da segunda rodada de análises do tal ADUO (Additional Development and Upgrade Opportunities, para os íntimos).

Para quem perdeu os capítulos anteriores: no primeiro balanço, a FIA cravou que o motor da Red Bull estava mais de 2% à frente de todo mundo. Resultado: a equipe foi a única proibida de gastar dinheiro, usar dinamômetro ou introduzir nova especificação. A Red Bull, claro, não gostou nada daquilo, pediu uma revisão, mas o pessoal de olho de águia da FIA manteve a opinião. O veredito da revisão nem saiu oficialmente, mas já tem cara de ’não foi dessa vez'.

Agora, o segundo período de análise, que englobou os GPs de Mônaco e Hungria, também terminou. O regulamento exige que a FIA avise os fabricantes dentro de uma janela específica, e o prazo vence antes do GP da Itália. Ou seja, a resposta tá chegando mais rápido que pizza entregue em corrida de rua. Se a Red Bull for considerada mais de 2% atrás de qualquer rival nesse recorte, ela ganha direito a desenvolvimento extra e pode até trazer um upgrade antes do fim do ano. Mas, se estiver na frente ou dentro dos 2% da Mercedes, porta fechada — de novo.

E se a porta fechar, ainda resta uma última chance em 2026, no terceiro período, que vai do GP da Holanda ao GP dos Estados Unidos. É a derradeira janela antes do reset para a temporada de 2027. Apesar da fama de ter o melhor motor, a Mercedes não é a ‘benchmark’ do ADUO, porque a medição considera apenas a parte do motor de combustão interna, onde a Red Bull é fortíssima. Isso explica bem a cara de quem acha que o sistema é tão confuso quanto as regras de rodada de classificação no grid em 2021.

O diretor de monolugares da FIA, Nikolas Tombazis, saiu em defesa do método: ‘Nossa medição provou ser muito precisa’, disse, com a confiança de quem já quebrou a régua e mesmo assim insiste que a medida está certa. Ele reconheceu que o processo é demorado e polêmico, mas descartou a teoria de que rivais iriam de propósito para ficar para trás só para manter a Red Bull presa. Afinal, como ele mesmo argumentou, ‘qual é o sentido de oportunidades se não é para, no fim, estar no topo?’ A pergunta que fica no ar é: alguém pode explicar isso para a Red Bull, que está mordida de curiosidade — e de raiva — esperando o resultado?

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