Ranking de Edd Straw na metade de 2026: de Stroll a Alonso, uma aula de como sobreviver na F1
Com 11 GPs na conta, o jornalista mostra quem está merecendo o salário e quem está apenas escapando dos acidentes.

O jornalista Edd Straw, da The Race, tem o hábito de classificar os 22 pilotos da F1 após cada GP, avaliando desde velocidade até a capacidade de não rodar sozinho. Neste recesso de agosto, ele compilou as médias das 11 etapas e o resultado é um retrato impiedoso de quem está voando e quem está apenas sobrevivendo.
Na parte de baixo da tabela, Lance Stroll aparece com média 17,5, mas Straw faz questão de lembrar que o carro da Aston Martin é um problema à parte. O canadense até consegue evitar confusões, mas não tem a faísca do companheiro Alonso. Valtteri Bottas, da Cadillac, tem média 17 e vive uma temporada de altos e baixos: quando o carro funciona, ele faz o básico, mas vezes demais o time o abandona no meio do caminho.
Alex Albon, com média 15,27, foi atormentado por problemas e só em Mônaco mostrou o talento habitual. Já Esteban Ocon, também com 15,27, luta para manter o emprego na Haas em 2027 e tem sido vítima de um carro que se comporta como uma garota de programa: instável, desgastante e cheio de surpresas. A comparação pode ser excessiva, mas a análise de Straw indica que o francês não tem maximizado o equipamento.
Sergio Perez, média 14,73, é a referência da Cadillac, mas colecionou erros evitáveis, como o toque com Bottas na China e os problemas de estacionamento em Mônaco que custaram o primeiro ponto da equipe. Nico Hulkenberg, com média 14,45, só marcou pontos na Hungria, e ainda sofre com as largadas ruins do Audi, que parecem um turbo que acorda atrasado. Franco Colapinto, também com 14,45, alterna grandes recuperações com fins de semana para esquecer, numa montanha-russa que deixaria qualquer engenheiro tonto.
Saindo do fundo do poço, Isack Hadjar (13,27) tem impressionado na Red Bull, mas sem aparecer no top 6; o novato Bortoleto (12,82) tem picos de velocidade, mas comete erros em momentos cruciais; e Fernando Alonso (12,27) segue mostrando que idade é só um número, com atuações de destaque, ainda que o carro não ajude. Se a segunda metade da temporada for tão divertida quanto a primeira, Straw vai precisar de mais papel para anotar tanta confusão.