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F1

Racing Bulls faz boletim de meio de ano: notas boas, um ‘Miami’ e a meta de fazer história

Equipe que já foi Toro Rosso, AlphaTauri e RB lidera o meio-campo na metade do campeonato e sonha com o melhor resultado de sua (longa) história.

Por Bruno Bandeira

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte

Se a primeira metade de 2026 fosse um boletim escolar, a Racing Bulls poderia colocar na geladeira: ‘Tirou boas notas, mas precisa melhorar em Miami’. A equipe chega ao intervalo do campeonato na liderança do meio-campo, ocupando o quinto lugar no Mundial de Construtores, graças a uma sequência de resultados com dois carros na zona de pontos. O plano? Manter o embalo e, de quebra, cravar a melhor posição final da história — que, convenhamos, não é difícil para uma escuderia que já passou a vida inteira trocando de nome.

O ponto alto até aqui foi a ultrapassagem sobre a Alpine na Hungria, quando Lawson e Lindblad voltaram a marcar pontos juntos e empurraram o time para o P5. Antes disso, Mônaco e Grã-Bretanha já tinham rendido dobradinhas entre os dez primeiros, com Lawson em sexto e Lindblad em sétimo. O novato Lindblad, aliás, estreou com o pé direito: pontos já na Austrália, enquanto Lawson somou um sétimo lugar na China. Se o ano terminar assim, a equipe pode comemorar o feito inédito — já que o melhor resultado anterior havia sido um sexto lugar nos tempos de Toro Rosso, AlphaTauri ou RB, dependendo da época em que o cartório funcionava.

Nos confrontos internos, Lawson leva vantagem na corrida (8 a 3), mas Lindblad mostra que não é só um rosto bonito: o equilíbrio na classificação é quase completo, com 6 a 5 para o neozelandês. O inglês (ou britânico, se preferir) ainda garantiu o melhor grid do time no ano, com um P7 na Bélgica. No quesito confiabilidade, porém, o carro deu trabalho: Lawson abandonou em Miami após um toque com Pierre Gasly, e Lindblad nem largou no Canadá por causa de um problema na embreagem. Ah, e na corrida sprint de Miami, um problema técnico deixou o novato de fora antes mesmo da largada — um fim de semana para esquecer, e que entrou no relatório como o ‘pior momento’.

O chefe Alan Permane está confiante e promete voltar “ainda mais forte em Zandvoort”. Lawson, que é o “melhor do resto” no nono lugar do Mundial de Pilotos, diz que o objetivo é “marcar pontos no maior número de finais de semana possível” e se tornar a “melhor equipe do meio-campo”. Lindblad, por sua vez, adota o discurso do zen: “tentar fazer o melhor que posso” e “maximizar cada vez que entro no carro”. Ou seja, a Racing Bulls sabe que o dever de casa é manter o quinto lugar na segunda metade — e se depender da história, eles estão acostumados a mudar de nome, mas não de posição na tabela.

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