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F1

Ocon x Albon: manobra polêmica e bronca com a regra do grid

Piloto da Alpine defende ultrapassagem ousada em Zandvoort e alfineta regulamento que o puniu na relargada

Por Bruno Bandeira

O GP da Holanda mal começou e já virou um episódio de ‘siga o mestre’ — mas no sentido contrário. Enquanto Max Verstappen batia o carro e Gabriel Bortoleto fazia um rodopio de 360 graus digno de apresentação de patinação no gelo, Esteban Ocon decidia transformar a zona de bandeira amarela em sua pista pessoal de arrancada. O francês reacelerou mais rápido que Alexander Albon no fim da área de lentidão e consumou uma ultrapassagem que, no papel, pareceu mais um ‘roubo’ do que uma manobra de corrida.

A jogada gerou controvérsia imediata, e a FIA resolveu ‘ajustar o retrovisor’ de Ocon, mandando-o para trás na segunda largada. O piloto da Alpine, porém, não engoliu a decisão. Em tom de quem foi injustiçado na hora do recreio, ele defendeu a manobra e criticou a regra que o fez devolver a posição, com a convicção de quem acabou de achar uma moeda no chão e foi obrigado a devolver.

A cena em Zandvoort, com a pista levemente úmida e o caos na primeira volta, só reforçou o festival de oportunidades e lambanças que todo início de corrida proporciona. Bortoleto, por exemplo, protagonizou um giro de 360 graus que não rendeu pontos na ginástica, mas certamente ganhou destaque nos replays. Já Verstappen, o dono da casa, viu sua corrida terminar mais cedo do que a paciência de um torcedor reclamando de estratégia de pit stop.

Ocon, no fim das contas, saiu de Zandvoort com a sensação de que o regulamento o pegou no pulo, mas também com a certeza de que, na F1, até a zona amarela pode virar zona de debate. Resta saber se a FIA vai revisar a regra ou se o francês vai precisar de um novo truque para a próxima. Porque, como diz o ditado, ‘quem não é visto, não é lembrado’ — e ele foi visto, lembrado e, principalmente, punido.

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