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F1

Norris voa, Mercedes briga por migalhas: o veredito do GP da Holanda

Análises apontam que Antonelli segue firme no título, mas a ordem para Russell abrir passagem rende discussão — e pode custar caro no futuro.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

Lando Norris venceu mais uma e a McLaren parece ter acordado, mas o mundo da F1 não seria F1 sem uma polêmica: a Mercedes mandou George Russell dar passagem a Kimi Antonelli no fim da corrida. E os analistas do The Race não engoliram isso fácil.

Ben Anderson pondera que a empolgação com Norris precisa de freio de mão. A Mercedes não trouxe quase nada de upgrade e ainda assim esteve na briga. Além disso, Norris usou motor novo em Spa; os motores da Mercedes já rodaram mais. Quando Antonelli ganhar motor novo em Monza (mesmo com punição de grid) e a Mercedes soltar as atualizações, o jogo pode virar. A não ser que o time esteja quebrado de verdade sob o teto de gastos — aí é outra história.

Gary Anderson acha que a ordem foi desnecessária — e até injusta. Com 10 corridas restantes, o título está longe de definido, mas Antonelli já tem 59 pontos de vantagem sobre Russell e Hamilton. Norris está 83 atrás, Leclerc 87. Ou seja, o campeonato está bem controlado. Pedir para Russell passar o carro numa estratégia diferente, com pneus diferentes, foi um ‘presente’ para Antonelli. Deixar eles correrem seria mais esportivo. Mas politicamente, claro, mostrou quem é o queridinho.

Josh Suttill compara a temporada a 2019: Mercedes é o carro de referência e Antonelli é o novo Hamilton. Ferrari e McLaren vêm em ondas, mas nenhuma ameaça real. Russell é mais ameaçador do que Bottas foi, mas se fosse mesmo, será que a ordem viria? E Piastri, coitado, está sumido, mais perto de Hadjar (36 pontos atrás) do que de Norris (55 à frente). A McLaren pode ter só um piloto na briga.

Conclusão: Norris mereceu a vitória, Antonelli segue com pé no chão, e a Mercedes terá conversas internas interessantes. Se Russell ficou chateado, ninguém pode culpá-lo. No fim, team orders são parte do jogo, mas essa aí tinha gosto de ‘presente de grego’ — e não para Russell.

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