Norris confia na McLaren para o restante de 2026: 'O maior fator é o time' – e a vitória na Hungria deixou o clima leve
Após o triunfo em Budapeste, Lando Norris explica por que está confiante para a segunda metade da temporada, mas sem prometer uma nova vitória em Zandvoort.

Foto: Formula1.com / Foto original da matéria-fonte
Lando Norris não é do tipo que se empolga fácil. Mas depois de vencer na Hungria, até ele teve que admitir que a McLaren está no caminho certo para a segunda metade da temporada de 2026. Em Zandvoort, o inglês apareceu com o discurso de sempre – pé no chão, cabeça no lugar – mas com um brilho no olho de quem sabe que o carro finalmente respondeu.
A vitória em Budapeste foi boa, mas Norris já avisou que não vai encarar o GP da Holanda como uma obrigação de repetir o feito. ‘Não sou o cara que se adianta demais. Não vou chegar aqui pensando que a gente tem que vencer de novo’, disse, com a humildade de quem sabe que o novo assoalho ainda precisa provar seu valor fora do circuito húngaro.
Falando nisso, o novo assoalho da McLaren apareceu em Budapeste e a coisa melhorou. Mas a dúvida é se aquilo foi um passe de mágica específico para aquele traçado ou se funciona em qualquer lugar. Zandvoort é um pouco parecido com a Hungria, mas tem suas manhas – vento, frio, curvas de alta. Norris lembrou que na Hungria o desempenho no domingo foi ‘quase melhor do que qualquer momento do ano passado’, mas que ainda há inconsistências para resolver. Tradução: o carro pode andar bem, mas ainda tem umas crises existenciais.
Quando perguntado sobre o que o faz acreditar na briga com Mercedes e Ferrari no resto do ano, Norris não pensou duas vezes: ‘A McLaren é o time com que estou. Esse é o maior fator.’ Ele citou a liderança de Andrea Stella e Zak Brown, o clima interno, e ainda soltou um ’e eu também, se eu pilotar como em Budapeste’. Ou seja, confiança no time e um ego saudável. Nada de arrogância, mas aquele autoconhecimento de quem sabe que pode ser o cara.
No fim, Norris deixa claro que a meta é alta, mas sem alarme. ‘Queremos acreditar que podemos ser competitivos’, disse. E se a McLaren conseguir entender o assoalho novo até lá, talvez o restante de 2026 seja mais divertido do que a primeira parte. Para os fãs, a expectativa é ver se o inglês vai transformar essa confiança em mais um troféu. Em Zandvoort, ele já mostrou que sabe andar bem. Só falta o carro não trair.