No meio da F1 2026, o Power Rankings tem de tudo: Antonelli voando, Verstappen espremendo e Hamilton renascido
Juízes elegem os destaques da primeira metade; italiano lidera com folga, britânico ex-‘inútil’ agora briga pelo título

A primeira metade da F1 2026 foi um show à parte, e os juízes do Power Rankings finalmente cravaram o veredito. Em 11 etapas, os cinco especialistas avaliaram cada piloto desconsiderando a máquina, e o resultado é uma lista que tem de tudo: um italiano voando baixo, um holandês espremendo até a última gota do carro e um britânico que renasceu das cinzas.
No topo, Kimi Antonelli parece ter feito um pacto com o asfalto. Depois de um ano de estreia instável na Mercedes, o jovem italiano saiu das férias de inverno como outro piloto: seis poles e seis vitórias o colocam em uma confortável liderança no Mundial. É verdade que ele ainda precisa conversar com os limites de pista, mas com essa velocidade, até o asfalto perdoa.
Max Verstappen, por sua vez, está no ranking por pura teimosia. Sexto colocado no campeonato, a mais de 100 pontos de Antonelli, o tetracampeão segue arrancando performance de um carro que a Red Bull ainda está aprendendo a domar. As atualizações recentes ajudaram, e três pódios nas últimas quatro corridas provam que ele não veio para brincadeira. Enquanto isso, Lewis Hamilton finalmente encontrou o caminho de casa: depois de se autodenominar ‘inútil’ em 2025, o britânico agora soma cinco pódios e uma vitória em Barcelona, aparecendo como o principal azarão na briga pelo título.
No meio do pelotão, nomes como Pierre Gasly e Liam Lawson fazem a alegria dos defensores do meio-campo. Gasly pontuou em oito das 11 rodadas, com direito a um pódio inesperado em Mônaco. Lawson, em sua primeira temporada completa na Racing Bulls, já soma 43 pontos e tem desempenho de quem quer mais. George Russell, por outro lado, vive um ‘montanha-russa’: começou com pole e vitória na Austrália, mas depois se perdeu em confiabilidade e erros próprios, ficando 59 pontos atrás do companheiro de equipe. Arvid Lindblad, o novato de 18 anos, não se intimidou e marca pontos em seis corridas seguidas desde Mônaco.
Lando Norris defende o título como pode, mas admitiu que sua pilotagem está melhor do que no ano passado. Sua primeira vitória da nova era veio só na Hungria, e ele espera que as atualizações da McLaren o coloquem de novo na briga. Charles Leclerc, que sofria com problemas de freio e batidas, renasceu com vitória na Inglaterra e P2 na Bélgica. Isack Hadjar, por sua vez, é a aposta da Red Bull para finalmente quebrar a ‘maldição do segundo assento’. E para fechar com chave de ouro, Franco Colapinto, em sua primeira temporada completa na Alpine, tem sido um exemplo de consistência, com seis chegadas entre os pontos e ajudando a equipe a ocupar o sexto lugar no Mundial de Construtores. Se continuar assim, o argentino vai pedir aumento — e talvez um carro melhor.