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NASCAR em base militar: corrida em San Diego terá que levar a própria energia

Evento Anduril 250 Race the Base exige que todas as operações de corrida sejam autossuficientes em energia para não comprometer a Força Aérea

Por Bruno Bandeira

A NASCAR vai passar um fim de semana em San Diego, mas não será um passeio no parque. O Anduril 250 Race the Base acontece na Naval Air Station North Island, uma base militar histórica e, mais importante, ativa. E se você achava que levar carros, pilotos e equipamentos para uma corrida era logística complicada, segura essa: toda a operação precisa ser autossuficiente em energia. Isso mesmo: nada de puxar um cabo da tomada mais próxima.

A exigência existe porque o evento não pode, de forma alguma, comprometer as operações da Força Aérea. Em outras palavras, se a corrida der um apagão no quartel, o problema é seu. A solução encontrada foi fazer com que cada estrutura ligada às corridas — dos boxes à iluminação — tenha sua própria fonte de energia. Nunca o conceito de ‘geração própria’ foi tão literal.

A cena tem um quê de ironia. A NASCAR, famosa por motores V8 beberrões e consumo de combustível digno de um pequeno país, agora precisa se virar para não incomodar a rede elétrica militar. É quase como pedir a um maratonista que corra sem fazer barulho. Mas, se depender da engenhosidade dos mecânicos de pista, dá para apostar que eles vão encontrar um jeito de fazer isso funcionar — talvez com uma fileira de geradores que, convenhamos, devem fazer um barulho considerável.

No fim das contas, o desafio logístico é mais um capítulo da história de adaptação do automobilismo a cenários inusitados. E convenhamos: se a corrida conseguir terminar sem derrubar o sistema elétrico de uma instalação militar, os organizadores já podem se considerar vencedores antes mesmo da bandeirada final.

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