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F1

McLaren vence duas e ganha um ‘mestre da derrapagem’, mas Monza promete teste de fogo

Time papaia emplaca segunda vitória seguida com Norris, que arranca elogios de Stella, mas já treme diante das retas de Monza

Por Bruno Bandeira

Foto: 1 de 3 Lando Norris beija o troféu de vencedor do GP da Holanda — Foto: Simon Wohlfahrt/AFP / Foto original da matéria-fonte

Depois de passar as últimas três corridas levando atualizações para a pista, a McLaren finalmente encontrou o caminho da vitória — e, como costuma acontecer quando se acha o caminho, resolveu repetir a dose. Com Lando Norris no comando, o time inglês venceu na Hungria e novamente na Holanda, no domingo (23), em Zandvoort. O chefe Andrea Stella, que deve estar colecionando elogios para o inglês, soltou mais um: ‘Ele está pilotando no nível de um campeão.’

A vitória em Zandvoort, aliás, teve a assinatura de Norris em sua forma mais cirúrgica. Com pneus mais novos que os adversários do topo, ele esperou até a volta 54 para atacar, passou por Kimi Antonelli e Lewis Hamilton em duas ultrapassagens de tirar o fôlego — e sem precisar pedir licença. Stella, visivelmente impressionado, admitiu que nem esperava brigar pela vitória depois do desempenho na sprint. Mas o time investiu em entender onde estava a oportunidade, e o resultado foi uma aula de gerenciamento de pneus em condições escorregadias. Nas palavras do próprio chefe: ‘Quando o carro desliza e não tem muita aderência, ele é o mestre.’

A euforia, no entanto, vem com o freio de mão puxado. Hungaroring e Zandvoort são pistas travadas, cheias de curvas, e a McLaren se deu bem exatamente por isso. Monza, o próximo destino, é praticamente o oposto: um templo da velocidade com longas retas e baixo arrasto aerodinâmico — características que, admitiu Stella, não são exatamente os pontos fortes do carro laranja. ‘Estamos em um regime totalmente diferente’, avisou, já preparando o terrenho para um possível fim de semana menos glorioso.

Ainda assim, se a McLaren conseguir confirmar as melhorias na Itália, Stella promete olhar com otimismo para o resto do ano. Por enquanto, o time soma 263 pontos no Mundial de Construtores, ocupando a terceira posição, atrás da Ferrari (338) e da Mercedes (425). Com Norris voando e o carro respondendo em circuitos de alta pressão aerodinâmica, a dúvida que fica é: será que o Templo da Velocidade vai rezar pela McLaren ou transformar a festa em via-sacra?

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