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Lucas Doillon faz um 'one man show' em Varennes e Perrine Assenault prova que pole não foi milagre

Com três vitórias nas baterias e mais uma na super, francês domina o Trophée Kart Mag enquanto a jovem da EFK Villars surpreende ao largar na pole e ainda voltar do 15º para o 4º lugar.

Por Bruno Bandeira

Em Varennes, o Trophée Kart Mag reservou um roteiro digno de cinema: Lucas Doillon não se contentou em vencer — ele transformou a pista em seu palco particular. Com três vitórias em três baterias, mais a super A, o piloto da Benoit Motorsport fez um ‘one man show’ que nem plateia pagante veria todos os dias. Para completar, ainda crava a volta mais rápida e confirma que sua ida para a nova equipe foi um golpe de mestre.

Mas a grande piada do fim de semana foi Perrine Assenault. Formada na Escola Francesa de Karting de Villars, a jovem, pouco acostumada a grandes eventos, resolveu assustar todo mundo ao cravar a pole. Aí veio a primeira bateria e ela caiu, como quem diz ’era só um teste’. Mas não: na bateria seguinte, ela venceu o experiente Bruno Matrullo e calou os críticos. E para fechar com chave de ouro, largou em 15º na final e ainda cruzou em 4º, provando que aquela pole não tinha nada de acidental.

Nas super baterias, a coisa ficou maluca. Meynard venceu a B, mas decidiu trocar de motor e, pimba, perdeu dez posições no grid. Carsten Soer, que herdou a segunda colocação, ficou preso no lado externo da primeira fila e despencou. Enquanto isso, Doillon seguia imperturbável no comando. Ilyès Richard, com um início de temporada impecável, tomou conta do 2º lugar e observou a guerra pelo pódio. Matrullo e Ayrton Lamarche brigaram tanto que levaram punição, e quem lucrou foi Léo Harduin, que assumiu o 3º lugar com a frieza de um veterano.

Atrás, o pelotão era um campo de batalha. Soer ainda conseguiu se recuperar para 5º, à frente de Lula Kanuty Dechitel (com o irmão Eli em 11º). Romain Lopez, que viveu um drama na tomada de tempos e teve de largar em último nas baterias, deu a volta por cima e terminou logo atrás. Enquanto isso, Loris Coquard completou o top-10 e Meynard, depois de tanto azar, simplesmente abandonou. Lição do dia: em Varennes, nem sempre quem é mais rápido vence, mas quem troca de motor na hora errada, com certeza não vence.

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