KR-IAME na Suécia: Baglin e Green carimbam o passaporte europeu com dobradinha e triplete
Em Kristianstad, a equipe confirmou que não veio para turismo: levou os títulos de OK e OK-Junior e ainda sobrou tempo para um café
Se alguém ainda duvidava que a KR-IAME virou a dona da Europa no kart, o fim de semana em Kristianstad, na Suécia, tratou de encerrar a discussão. A equipe desembarcou no circuito sueco para a rodada final do FIA Karting European Championship e saiu de lá com uma coleção de troféus que faria qualquer estante desabar: uma dobradinha no OK e um triplete no OK-Junior. Missão cumprida, e com sobras.
No OK, o britânico Noah Baglin — que já havia sido coroado campeão mundial em 2025 — resolveu adicionar o título europeu ao currículo. Ele não tomou conhecimento dos adversários: três pódios em quatro rodadas, incluindo duas vitórias, e uma vantagem final de 95 pontos sobre o vice-campeão, ninguém menos que o também britânico Zac Drummond, que pilotava outro KR-IAME. Sim, a briga pelo título foi entre dois carros da mesma marca, o que deve ter sido ótimo para o departamento de marketing e péssimo para a emoção do campeonato. Dan Allemann ainda anotou a pole, enquanto Gustavo Marques Da Silva, Bruno Blanco e Zac Green fecharam o top 10.
Se no OK a festa foi grande, no OK-Junior foi um verdadeiro carnaval. Pole de Daniel Miron Lorente, vitórias às dúzias nas eliminatórias, nove voltas mais rápidas nas corridas, vitória na Super Heat com Priam Bruno e, no fim, a tripla festa no pódio: Will Green campeão, seguido por Miron Lorente e Many Nuvolini. A final em si foi tão disputada quanto uma corrida de lesmas — o próprio texto oficial admite que o espetáculo não foi o mais animado da temporada. Mas quem precisa de emoção quando se tem três pilotos na frente? Mason Robertson ainda levou um 5º lugar e Ava Jean Lawrence protagonizou uma remontada de 14 posições para terminar em 7º, garantindo o entretenimento mínimo.
Por trás da hegemonia, o chefão Dino Chiesa tratou de lembrar que o sucesso é fruto de muito trabalho: ‘Olhando o Europeu como um todo, a Kart Republic pode tirar uma conclusão extremamente positiva… Chegamos a Kristianstad com uma vantagem construída nas três primeiras rodadas e, naturalmente, não arriscamos tudo para vencer na Suécia. O objetivo era ser campeão nas duas categorias, e alcançamos isso.’ Ele ainda fez questão de elogiar a equipe, com menção especial a Flavio, Glenn e Tom. Com os resultados, a KR chega a 14 títulos europeus desde a estreia em 2018, ao lado de oito mundiais. Isso não é uma equipe, é uma fábrica de títulos com rodinhas.