Hamilton confia na Ferrari para caçar Mercedes: ‘Não estamos tão longe’
Britânico aposta em evolução do carro e upgrades para reduzir diferença na segunda metade da temporada; Leclerc divide expectativas para Zandvoort.

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Lewis Hamilton é um homem de fé. E não estamos falando de religião, mas da crença inabalável de que a Ferrari pode, sim, encostar na Mercedes na segunda metade da temporada 2026. O britânico, que já conquistou sua primeira vitória com o time de Maranello em Barcelona e ainda coleciona mais três pódios, garante que a equipe está no caminho certo. ‘Acho que podemos fazer um trabalho melhor no segundo semestre’, disse, com a confiança de quem sabe que está a apenas 50 pontos do líder Kimi Antonelli.
E não é só fé: Hamilton é o único piloto do grid que pontuou em todas as corridas até agora. Mas, calma, não é hora de abrir o champanhe. George Russell está a apenas nove pontos do veterano, e McLaren e Red Bull resolveram aparecer logo antes das férias de verão, deixando a briga com cara de pega-pega no recreio. ‘São quatro equipes muito próximas’, resumiu Hamilton, de 41 anos, que parece ter encontrado o equilíbrio entre a experiência e a paciência de um monge.
O segredo, segundo ele, é o desenvolvimento. ‘Mercedes liderou o ano todo, então é uma corrida de atualizações. Estamos tentando alcançá-los, adicionando peças constantemente.’ E a primeira novidade já chega para o GP dos Países Baixos, neste fim de semana. ‘A equipe está trabalhando duro e temos nosso primeiro pequeno passo neste fim de semana’, revelou. ‘Não estamos tão longe’, insiste.
Enquanto Hamilton faz as contas, Charles Leclerc prefere não criar expectativas. O monegasco, que também venceu em Silverstone, lembra que Zandvoort foi um pesadelo em 2025, com dois abandonos por acidentes separados. ‘Mercedes ainda é a favorita, mas no papel deveríamos ser fortes. Historicamente é uma pista difícil para nós, então estou dividido’, filosofou. ‘É bom estar de volta depois das férias.’
No fim, o recado é claro: a Ferrari está no jogo, mas a Mercedes ainda é a referência. Com quatro equipes em um pano de lenço, qualquer vacilo vira piada. E Hamilton, que já viu de tudo, sabe que a segunda metade da temporada será um teste de nervos, upgrades e, claro, de fé. Que os deuses do automobilismo estejam ao seu lado — e o DRS funcionando, de preferência.