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F1

Hadjar consegue o impossível na Red Bull: seu assento não é o assunto

Na metade da temporada 2026, o falatório sobre a Red Bull desviou do cockpit do francês — e isso é o maior elogio.

Por Bruno Bandeira

A temporada 2026 da F1 chegou ao meio, e a Red Bull segue dando o que falar. Mas, pela primeira vez em muito tempo, o nome do assento sob pressão não é o de Isack Hadjar. Para um recém-promovido ao time principal, isso vale mais do que qualquer elogio explícito.

Desde a saída de Daniel Ricciardo para a Renault, o cockpit da Red Bull virou uma porta giratória: Pierre Gasly, Alex Albon, Sergio Perez, Liam Lawson e Yuki Tsunoda passaram por ali, cada um com a corda no pescoço e o microfone apontado para o peito. A cadeira, literalmente, queimava. Hadjar, ao contrário, parece ter achado um jeito de apagar o incêndio: simplesmente sendo notícia por andar rápido.

O boato da vez na Red Bull envolve outro carro, outro assento — e, no fim das contas, essa é a maior das vitórias para o francês. Não é a sua vaga que está na berlinda, e isso significa que a direção da equipe finalmente encontrou alguém em quem confia sem precisar de um plano B o tempo todo. No mundo das escuderias, não ser manchete por crise é praticamente um atestado de competência.

É cedo para cravar um futuro dourado, mas o meio da temporada já mostra que Hadjar aprendeu a lição que muitos demoraram a entender: em Milton Keynes, a melhor defesa é não precisar se defender. Enquanto o mercado especula, ele segue confirmando a confiança depositada — e, de quebra, transforma o assento mais quente da F1 em um lugar até agradável de trabalhar.

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