Haas sai de férias em 7º, mas boletim mostra nota C- na corrida de desenvolvimento
Com 21 pontos e um Bearman inspirado, equipe americana comemora o recesso de verão, ainda que o ritmo dos rivais tire o sono da garagem.
Enquanto a Fórmula 1 faz a pausa de verão, a Haas pode até colocar os pés para cima, mas o travesseiro deve estar um pouco mais quente. A equipe chega ao intervalo na sétima posição do Mundial de Construtores, uma colocação que, no papel, tem até um certo charme. O problema é que o boletim do desenvolvimento tecnológico mostra uma realidade menos confortável.
Os 21 pontos somados até aqui têm um herói claro: Oliver Bearman. O jovem inglês começou a temporada com um ímpeto que escondeu as limitações do carro, garantindo à equipe uma gordura que, no momento, separa a Haas da zona de perigo. Está à frente de Audi e Williams, o que parece ótimo até você lembrar que Racing Bulls e Alpine estão lá na frente, com uma vantagem que não se mede apenas em números.
A preocupação, no entanto, é o ritmo da evolução. Enquanto os concorrentes diretos aceleram nas atualizações, a Haas parece andar no ritmo de uma sessão de treino livre numa sexta-feira qualquer. A queda de desempenho na corrida de desenvolvimento é o tipo de coisa que transforma um sétimo lugar confortável em um sétimo lugar suado na segunda metade do campeonato.
Se a temporada terminasse agora, a equipe americana assinaria embaixo. Mas o calendário ainda tem metade do caminho, e a história recente da F1 ensina que quem congela no desenvolvimento acaba assistindo aos outros pelo retrovisor. A nota C- dada pelos analistas resume bem o momento: nota de quem passou, mas deixou claros sinais de que precisa estudar mais para a próxima prova.