Gasly liga o alerta na Alpine: pacote na Holanda é ‘crítico’ para não virar coadjuvante no meio do pelotão
Francês admite que rivais evoluíram mais e cobra resposta da equipe em Zandvoort para não desperdiçar o bom começo de temporada.
Pierre Gasly não está para brincadeira. O francês classificou como ‘crítico’ o pacote de atualizações que a Alpine levará ao GP da Holanda, no próximo fim de semana. O motivo? A equipe que começou a temporada como a grande referência do meio do pelotão viu os rivais evoluírem mais rápido, e agora precisa de uma resposta urgente para não virar mais um coadjuvante na briga pelo topo da zona intermediária.
A Alpine, que em 2026 despontou como a líder entre as equipes do meio, ainda ocupa o quinto lugar no Mundial de Construtores. Mas a vantagem que parecia confortável foi murchando corrida após corrida. O ponto alto foi o polêmico pódio de Gasly em Mônaco, na sexta etapa — que, convenhamos, deu um gás extra para a torcida, mas talvez tenha mascarado um problema maior de desenvolvimento.
Segundo o próprio piloto, o time precisa tratar o pacote holandês como um divisor de águas. ‘É um momento importante para nós’, disse ele, sem esconder a apreensão. Se por um lado a pista de Zandvoort pode favorecer as características do carro, por outro ela também costuma expor quem chegou despreparado para a briga.
A boa notícia é que a temporada ainda tem muitas voltas pela frente. A má notícia é que, no grid atual, quem pisca primeiro perde o posto de melhor do resto. Com a concorrência afiando as facas, a Alpine precisa provar que o começo de ano não foi só sorte. Senão, o quinto lugar vai virar lembrança — e a parte de trás da tela, uma velha conhecida.