FIA contra-ataca haters e defende juízes após punir Colapinto e Lindblad em Zandvoort
Assédio virtual não muda regra: ultrapassagem com bandeira amarela dupla rende punição, e a Federação não está para brincadeira.
Se a internet fosse o tribunal da Fórmula 1, Franco Colapinto e Arvid Lindblad seriam absolvidos por aclamação popular. Mas, no mundo real, quem manda é o Código Desportivo Internacional — e ele não tem conta no X (antigo Twitter). Depois da enxurrada de críticas que se seguiu às punições aplicadas em Zandvoort, a FIA resolveu soltar o verbo: o assédio online aos comissários de pista é inaceitável, e a regra foi cumprida à risca.
O motivo da discórdia aconteceu logo na primeira volta do GP dos Países Baixos. Com bandeiras amarelas duplas agitadas, Colapinto e Lindblad decidiram que aquele era um bom momento para ganhar posições. Os comissários, pouco afeitos a licença poética, aplicaram a penalidade padrão: drive-through. Correr com o regulamento debaixo do braço é assim — às vezes você voa, às vezes é obrigado a dar a volta na garagem.
A FIA, então, viu-se no papel de babá de internautas furiosos. Em nota, condenou o assédio direcionado aos árbitros e reforçou que as decisões foram tomadas com base na regra, não em achismos. É a clássica função do juiz: agradar a todos é impossível, mas levar xingamento de estranhos na internet é um bônus que ninguém pediu.
O episódio serve como lembrete de que, para alguns, a F1 é um esporte de opiniões violentas — especialmente quando o piloto é querido pelo público. Mas, ao que tudo indica, os comissários seguem imperturbáveis, talvez com um café extra na mão e a certeza de que, no próximo fim de semana, tem mais gente disposta a testar os limites da bandeira amarela. Spoiler: a resposta será a mesma.