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F1

FIA confirma que Red Bull tem o melhor motor, mas guarda a fita métrica a sete chaves

Veredito oficial coloca a Red Bull no topo dos motores da F1, mas a entidade se recusa a dar números, deixando todo mundo no escuro (e no telefone).

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

A FIA finalmente bateu o martelo: a Red Bull é a dona do melhor motor da nova era da F1, que começa em 2026. A notícia, que já tinha vazado no fim de semana de Mônaco, agora é oficial. Mas se você esperava detalhes, prepare-se para o silêncio: a entidade disse que vai manter a régua em segredo, porque a informação é ‘confidencial’. É como ganhar um presente e não poder abrir a caixa.

O sistema de avaliação é uma espécie de pódio secreto. Existem três categorias: o motor de referência (ou seja, o melhor), os que estão entre 2% e 4% atrás (que ganham um upgrade) e os que estão 4% ou mais atrás (que ganham dois). No primeiro boletim, a Red Bull era a referência, a Mercedes estava no meio termo, e Ferrari, Audi e Honda carregavam o peso da fila.

Agora, no segundo boletim, nada mudou. Ou melhor, nada mudou oficialmente. A FIA só disse que ninguém ganhou novos tokens de desenvolvimento, o que significa que nenhum concorrente conseguiu superar a Red Bull por pelo menos 2% para tirá-la do pedestal. E é aí que o mistério engole o leitor: a FIA informou cada fabricante individualmente sobre sua distância para o motor de referência e as permissões de desenvolvimento, mas não revela o ranking completo. Ou seja, todo mundo sabe o seu lugar, mas ninguém sabe o lugar do vizinho.

Nos bastidores, os telefones de fabricantes e equipes não pararam de tocar na quarta-feira à noite, com a turma tentando montar o quebra-cabeça. Sabe-se que a Ferrari trouxe novidades na Áustria e a Mercedes mexeu na parte de bateria, mas nada que mudasse o placar. A Mercedes, por exemplo, pode estar ora 1,99% à frente, ora 3,99% atrás, e ninguém consegue cravar. O ranking está mais guardado do que a receita da Coca-Cola.

E a Red Bull? Ela segue na posição de quem é melhor e, por isso, não pode mexer no motor até o inverno. Uma prisão dourada, se você pensar bem. A boa notícia é que a próxima janela de avaliação vai até o GP dos EUA, e a Ferrari tem um segundo upgrade previsto já na Itália, enquanto a Honda traz o Spec 2. Quem sabe o mistério desande? Mas, por enquanto, o rei continua no trono, e a FIA segura a coroa com força.

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