FIA celebra quase um século de velocidade nos EUA, agora com direito a bolo de 250 anos
Federação aproveita a Freedom 250 para lembrar que está no país desde os tempos das salinas de Bonneville, e ainda anuncia recorde de hidrogênio.
Em um fim de semana em que os Estados Unidos comemoram 250 anos de independência, a FIA resolveu soprar as velinhas junto. A federação internacional aproveitou a Freedom 250, etapa da NTT INDYCAR SERIES em Washington D.C., para celebrar sua longa e veloz relação com o país. São quase cem anos de parceria, o que, em termos automobilísticos, equivale a várias gerações de pilotos com o pé pesado no acelerador.
A história começou lá atrás, nos anos 1930, quando a FIA oficializava recordes de velocidade nas salinas de Bonneville, em Utah. Depois veio o lendário Indianapolis 500, que em 1950 fez parte do calendário inaugural da Fórmula 1. E quem diria que a invenção do kart, na Califórnia, em 1956, foi com um motor de cortador de grama? Pois é, o DNA da velocidade americana nasceu de uma jardinagem.
Atualmente, os EUA são praticamente um quintal da FIA: o país sedia um número recorde de etapas de campeonatos mundiais da federação. Só neste ano, são cinco rodadas, incluindo três GPs de F1 (Miami, Texas e Las Vegas), uma etapa da Fórmula E em Miami e a Lone Star Le Mans, do WEC. E para não dizer que não há novidade, o WRC também deve voltar ao país a partir do próximo ano. É tanta corrida que até o calendário precisa de um GPS.
E não é só de corrida que vive a história. No início deste mês, a FIA confirmou um novo recorde provisório de velocidade terrestre para um veículo movido a hidrogênio: o JCB Hydromax cravou 653,909 km/h nas mesmas salinas de Bonneville. Ou seja, o lugar que testemunhou o início da relação FIA-EUA continua sendo palco de feitos históricos — e de muita velocidade.
O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, celebrou o marco com um discurso de elogios à parceria, deixando claro que a festa está só começando. E se depender da federação, a festa vai longe. Afinal, se já são quase cem anos de história, o bolo de aniversário deve ser enorme — e com direito a muito nitrogênio líquido para esfriar o motor.