Ferrari veta mudança e mantém vantagem no ‘esquenta’ dos turbos
Debate político no paddock: equipes querem mais tempo para esquentar turbos, mas Ferrari lembra que já nasceu com o pé no acelerador.
O inverno em Bahrain pode até ser ameno, mas a temperatura subiu de forma inesperada nos boxes da F1. Durante os testes de pré-temporada, as largadas simuladas viraram um problema para várias equipes: o tempo padrão não era suficiente para os turbos ganharem rotação e o espetáculo ficar à altura do ronco. A solução parecia simples, mas quando se mexe no regulamento, ninguém escapa da política.
A proposta de dar mais tempo aos pilotos para ‘esquentar’ os motores na largada foi recebida com entusiasmo por parte do grid, afinal, quem não gosta de um pouco mais de tempo para se preparar? Mas a Ferrari, sempre dona de uma opinião forte, tratou de colocar um freio de mão no assunto. O motivo? O turbo da Scuderia é menor, e isso dá à equipe uma vantagem competitiva que, convenhamos, não está disposta a abrir mão por questões de ‘igualdade’.
Se depender da lógica das faíscas, o argumento é até engraçado: enquanto os outros procuram mais tempo para alcançar o mesmo resultado, os italianos já saem na frente com um soluço mecânico que parece ter vindo de fábrica. É como ver um amigo que chega ao churrasco com a carne já temperada, enquanto o resto ainda está acendendo a brasa.
A discussão, claro, promete render mais do que um pit stop bem executado. Nos bastidores, os chefes de equipe já ensaiam discursos sobre ‘justiça esportiva’, mas a Ferrari, com um sorriso irônico, lembra que o regulamento é o regulamento. Por enquanto, o assunto fica nos boxes, e o que não falta é tempo para aquecer o debate.