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F1 recomeça com prodígio no topo, curva de 24% e Bahrein na Malásia

Com 12 corridas pela frente, Antonelli lidera a briga contra Hamilton e Russell; calendário ganha novidades e o mercado de pilotos promete fortes emoções.

Por Bruno Bandeira

Se você achou que a Fórmula 1 tiraria férias prolongadas, sinto informar: o Mundial 2026 volta neste fim de semana com o GP da Holanda, em Zandvoort. E, para quem gosta de uma boa disputa, o segundo semestre promete. Doze corridas pela frente e três candidatos ao título, com um detalhe curioso: o líder tem 19 anos, o perseguidor tem 41 e o terceiro colocado parece estar no lugar errado na hora errada.

Kimi Antonelli, da Mercedes, comanda a festa com 219 pontos, seis vitórias e uma sequência de cinco triunfos consecutivos — uma verdadeira aula de pilotagem para quem ainda estava na escola há pouco tempo. Lewis Hamilton, com a Ferrari, está 50 pontos atrás, mas aos 41 anos mostra que idade é só número: quando Antonelli tinha um aninho, Hamilton já estava na F1. E George Russell, o terceiro, com 160 pontos, deve estar se perguntando onde foi parar o favoritismo que todos apostavam no início da temporada. Azar, quebras e um companheiro de equipe em estado de graça: a vida não está fácil para o britânico.

As novidades não param no asfalto. O GP da Espanha ganha casa nova em Madring, uma pista que mistura trechos permanentes com ruas da cidade, e ainda tem uma curva de 547 metros com inclinação de até 24% — para quem acha que montanha-russa é coisa de parque de diversões, a F1 discorda. A prova acontece em setembro, e a arquibancada de 45 mil lugares vai precisar de cinto de segurança. Ah, e a Malásia voltou ao calendário, mas sob o nome de ‘GP do Bahrein na Malásia’, uma verdadeira colcha de retalhos geopolítica. Isso porque a guerra no Oriente Médio cancelou a etapa barenita, e a FIA encontrou em Sepang um refúgio temporário. E ainda pode entrar Ímola para fechar o ano com chave de ouro.

E como o mundo não para, o mercado de pilotos também esquenta. Max Verstappen pode acionar uma cláusula de rescisão e já virou alvo de Mercedes e McLaren. Se ele sair, preparem-se para um efeito dominó. Fernando Alonso, aos 45, vai decidir se permanece na Fórmula 1 e na Aston Martin. E novatos como Nikola Tsolov, Leonardo Fornaroli e o brasileiro Rafael Câmara, da base da Ferrari, são cotados para uma vaga. Falando em Brasil, Gabriel Bortoleto segue como o principal piloto da Audi, com 10 dos 12 pontos da equipe, e já tem contrato para 2027. Se isso não é motivo de orgulho, o que é? A segunda metade da temporada vem aí, e a única certeza é que ninguém vai reclamar de falta de emoção.

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