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F1 na África: depois de 31 anos, o ‘progresso’ de Domenicali acende a esperança

Chefe da F1 diz que bastidores avançam para um retorno ao continente africano, que não recebe a categoria desde 1993.

Por Bruno Bandeira

Se você tem menos de 31 anos, nunca viu a F1 correr na África. A última vez foi no GP da África do Sul de 1993 — época em que Ayrton Senna ainda vencia, os boxes não tinham wi-fi e o celular era um tijolo. Pois bem: o chefe da F1, Stefano Domenicali, garantiu que a categoria está ‘fazendo um bom progresso’ para voltar ao continente.

Em declarações reproduzidas pela RACER, Domenicali afirmou que os esforços recentes ‘produziram discussões’ — o que, no universo da F1, já é quase um contrato assinado. Afinal, se tem uma coisa que a categoria sabe fazer além de corridas é discutir.

O anúncio traz esperança para milhões de fãs africanos que há décadas se contentam em torcer de longe. Ainda não há circuito definido, país confirmado ou data, mas a simples possibilidade de ouvir o ronco dos motores no continente novamente já é música para os ouvidos — ainda que essa música esteja a, digamos, 90 decibéis.

Os bastidores, ao que tudo indica, estão mexendo. Após tentativas frustradas no passado, o movimento atual parece mais concreto. Resta saber se isso vai virar corrida ou mais uma volta no grid de promessas. De qualquer forma, é melhor do que nada — e, para os otimistas, é o primeiro passo para um futuro com pneus e asfalto no mapa.

Enquanto isso, a gente fica na torcida, lembrando que, na época do último GP africano, Nelson Mandela ainda era recém-empossado presidente da África do Sul. Se a F1 voltar, esperamos que a cerimônia de abertura seja tão icônica quanto aquele momento histórico. Mas, por favor, que o bicho do grid não morda.

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