F1 corre para a Itália: Imola é o plano de fuga para salvar o fim da temporada 2026
Com Catar e Abu Dhabi ameaçados pelo conflito no Oriente Médio, categoria aposta no circuito italiano para não encerrar o campeonato no meio do nada.

Foto: 1 de 6 Largada do GP da Emilia-Romagna de F1 2024 — Foto: Clive Rose/Getty Image / Foto original da matéria-fonte
A F1 já está acostumada a driblar problemas, mas um dos maiores desafios do calendário vem do Oriente Médio. Os conflitos que começaram em fevereiro colocaram uma dúvida nada confortável sobre as duas últimas corridas de 2026: Catar e Abu Dhabi. Enquanto a poeira (literalmente) não baixa, a categoria decidiu escalar um velho conhecido para o resgate: Imola.
Segundo o presidente do Automóvel Clube da Itália, Geronimo La Russa, a pista a poucos quilômetros de Rimini é a ‘solução ideal’ para sediar um segundo GP no país. ‘Estamos prontos para organizar um segundo Grande Prêmio já nos próximos meses’, disse, com a confiança de quem sabe que a F1 não tem muitos lugares para onde correr. A ideia é repetir o acordo usado no GP do Bahrein-Malásia: dividir despesas e lucros com os promotores locais para não encolher o campeonato.
O presidente da F1, Stefano Domenicali, adota o discurso da paciência estratégica. Em julho, ele afirmou que, se a situação não permitir viagens ao Golfo, ‘vamos encerrar o campeonato na Europa’. E o prazo para bater o martelo? Meados de setembro. Se a crise se prolongar, a história pode se repetir: a última vez que o Mundial terminou na Europa foi em 1997, em Jerez, com Jacques Villeneuve. Agora, Imola pode ser o palco dessa volta às origens.
Imola tem história de sobra: estreou em 1980 como GP da Itália, virou GP de San Marino e voltou como GP da Emilia-Romagna entre 2021 e 2025. Agora, exilada do calendário em 2026 para dar lugar ao Circuito Madring, ela pode voltar às pressas. O detalhe irônico? Se o plano der certo, os pilotos trocam o deserto por massas e café, e a F1 ainda economiza no combustível.
Enquanto a guerra não dá trégua — com ataques que já atingiram Bahrein, Arábia Saudita e Catar —, a F1 mantém a pose: os ingressos para as duas provas estão esgotados. A WEC, porém, já cancelou suas corridas na região. E a opção de uma rodada dupla em Las Vegas? O feriado de Ação de Graças praticamente descarta essa ideia. Então, se a situação apertar, preparem os brindes: a F1 pode terminar 2026 onde tudo começou: na Europa.