F1 2026: De Aston Martin a Williams, o ranking das decepções que ninguém pediu
A temporada ainda nem chegou na metade e já tem fila de candidatos a ‘maior frustração’. Spoiler: não falta gente na lista.

Foto: Credit: Craig Evans/Spacesuit Media / Foto original da matéria-fonte
Se a temporada 2026 da Fórmula 1 fosse uma prova de resistência, vários times já estariam pedindo socorro pelo rádio. Enquanto alguns lutam por vitórias, outros lutam para não sumir do mapa. Nossa redação reuniu os principais candidatos ao título extraoficial de ‘maior decepção do ano’ — e a lista é tão longa que daria um GP de sobra.
O grande destaque (negativo) vai para a Aston Martin-Honda. A equipe que prometia virar potência com direito a Newey, Honda e Alonso na linha de frente chegou à 11ª rodada com exatamente um ponto no bolso — conquistado por um golpe de sorte em Mônaco. A atualização na Hungria mostrou um fio de luz no fim do túnel, mas ainda é pouco para quem sonhava em brigar na frente. Como diz o ditado: de promessa a poeira em alta velocidade, a Aston tem cumprido bem o segundo papel.
Williams também entrou na lista com força total. A equipe passou o ano inteiro falando em ‘reagrupamento’ e ‘novos sistemas’, mas esqueceu de combinar com o carro. Perdeu o início dos testes de pré-temporada, largou mal e, de lá pra cá, só piorou. Carlos Sainz, que chegou com a missão de salvar o time, deve estar se perguntando se assinou o contrato certo. E ainda há o detalhe: o carro está acima do peso, o que, convenhamos, é quase uma metáfora para o desempenho.
A Haas também não escapa. Contar com a Toyota ao lado parecia receita de estabilidade, mas o resultado foi mais do mesmo: uma equipe andando para trás enquanto o calendário avança. Já a Alpine, mesmo tendo o cobiçado motor Mercedes, parece que comprou um ingresso de primeira classe e resolveu ficar na classe econômica, acomodada no meio do pelotão sem grandes ambições. É aquele tipo de time que se você piscar, nem percebe que está na pista.
E não dá para ignorar o elefante branco (ou seria o motor híbrido?) na sala: as novas unidades de potência não empolgaram ninguém, atrapalhando as corridas em vez de melhorá-las. Para completar, a transmissão reluta em mostrar os dados de bateria, como se o público fosse alérgico a números. O resultado é um campeonato em que nem os especialistas sabem dizer quem está realmente rápido — e aí fica difícil até para torcer. Que venha Zandvoort, mas sem expectativas altas, vai.