F1 2026: Barcelona é o xodó, Antonelli é o fenômeno e a surpresa vem de onde ninguém olhava
No intervalo de verão, nossos escribas elegem o melhor GP, os três maiores e o piloto mais subestimado — e não, não é o Verstappen.

Com a F1 respirando na pausa de verão, chegou a hora de olhar para trás e ver o que essa temporada 2026 já aprontou. Nossos editores convocaram a nata dos comentaristas para eleger o melhor GP, os pilotos que mais brilharam e aquele que passou despercebido — por enquanto.
No quesito corrida, não teve discussão: Barcelona roubou a cena. O motivo? Simples: Lewis Hamilton finalmente venceu pela Ferrari, e com estilo. A escuderia italiana mandou ver na estratégia — o que, convenhamos, é sempre uma aposta de alto risco, mas desta vez o jogo compensou. Teve disputa de Mercedes, abandono tardio do líder do campeonato e um final de tirar o fôlego. O Canadá até chegou perto, com Sprint e confusão, mas a Catalunha levou o prêmio de melhor espetáculo.
E por falar em estrelas, o nome do primeiro semestre tem sobrenome italiano: Kimi Antonelli. O novato da Mercedes não apenas lidera o Mundial, como deixou todo mundo de queixo caído — inclusive o patrão Toto Wolff. Ao lado dele, Lewis Hamilton renasceu das cinzas de 2025, e Max Verstappen segue provando que consegue extrair leite de pedra do RB22. Menções honrosas para Isack Hadjar, que domou a segunda Red Bull com uma maturidade de veterano.
Mas o prêmio de ‘piloto invisível’ vai para Liam Lawson. Depois de ser rebaixado da Red Bull, o neozelandês achou seu lugar na Racing Bulls e virou o rei do meio-campo. Ele pontuou em seis das últimas sete rodadas, está à frente de Pierre Gasly no campeonato e tem quase o dobro dos pontos do novato Arvid Lindblad. Enquanto isso, na garagem da Cadillac, Sergio Perez tenta domar um projeto do zero — e, pelo visto, está abraçando a missão com uma coragem digna de quem já viu de tudo.
A segunda metade da temporada promete. Com Antonelli voando, Hamilton de volta ao topo e Verstappen fazendo mágica, o que não falta é ingrediente para uma reta final épica. Só não conta com a gente para cravar o campeão — afinal, se 2026 já nos deu Barcelona, tudo é possível.