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F1 2026: as corridas que salvaram a bateria e as que precisavam de um empurrão

Analistas dividem opiniões: Barcelona, Canadá e Hungria brilham; Suzuka e Spa são um retrato do caos energético.

Por Bruno Bandeira

Se a temporada 2026 da Fórmula 1 fosse uma bateria, metade dela estaria descarregada. Pelo menos é o que dá para concluir das opiniões da equipe do The Race, que se debruçou sobre os melhores e piores momentos do ano até agora. Enquanto alguns circuitos entregaram corridas de tirar o fôlego, outros só entregaram dor de cabeça — e nem estamos falando dos engenheiros.

Barcelona, Canadá e Hungria são os queridinhos, cada um por um motivo. Na Catalunha, a gestão de energia não atrapalhou, e vimos um duelo de estratégia de tirar o chapéu: Lewis Hamilton apostou em três paradas contra o plano de duas da Mercedes, e o resultado foi um espetáculo. No Canadá, a briga entre George Russell e Kimi Antonelli foi do tipo ‘quem pisca primeiro perde’ — até a bateria do carro de Russell piscar por ele. Já na Hungria, os times finalmente pareceram entender como extrair o melhor dos carros novos, provando que ainda há esperança para a engenharia.

Do outro lado do balaio, Suzuka e Spa viraram sinônimo de tédio energético. No Japão, a colheita de energia é quase inexistente, e as ultrapassagens mais pareciam um jogo de ‘pedra, papel, tesoura’ no asfalto: você passa, ele aperta um botão e passa de volta. SPA, então, foi tão fraca que até os fãs mais nostálgicos cogitaram aposentar os circuitos clássicos até a próxima mudança de regulamento. O próprio Silverstone, que teve um final de tirar o fôlego — no mau sentido, com a confusão do safety car —, também foi citado como exemplo de como os carros de 2026 podem estragar um bom enredo.

Mas nem tudo é tragédia. O GP da Inglaterra, apesar do final anticlimático, ganhou elogios pela imprevisibilidade das estratégias e pelo roteiro digno de novela: Charles Leclerc finalmente quebrou o jejum de vitórias pela Ferrari, e Antonelli mostrou uma determinação de dar orgulho. Silverstone, para muitos, foi o destaques da temporada — ainda que o sistema de energia tenha tentado sabotar a festa. E há quem diga que, sem as confusões de bateria e os problemas de confiabilidade da Mercedes, teríamos tido finais de corrida memoráveis de verdade.

No fim, o veredito é que a F1 2026 está uma montanha-russa: em alguns dias, você quer aplaudir; em outros, quer puxar o freio de mão. Como disse um dos analistas, ’não acho que a culpa seja dos regulamentos, mas da sorte’ — ou da falta dela. O próximo desafio é Monza, e já tem gente torcendo para que a bateria não transforme a ‘Pista Mágica’ em um passeio de carrinho de golfe. Que venham os botões, mas que a gente também possa usar o volante.

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