Férias? Na F1, descansar é um desafio: pilotos revelam como recarregam no recesso
Com orçamento de férias pago pela FIA, pilotos alternam entre tédio, padel e testes de pneus antes da etapa de Zandvoort.

A temporada 2026 vai de vento em popa: depois de um início avassalador de Kimi Antonelli, os últimos cinco GPs tiveram cinco vencedores diferentes. E aí chega o GP da Hungria, aquele que todo mundo ama porque significa três semanas sem ouvir o ronco dos motores. Oficialmente, é o período de shutdown da FIA – duas semanas de fábrica fechada, sem túnel de vento, sem simulador, sem nada. Para os pilotos, porém, a folga é mais relativa: tem gente que não sabe o que fazer com tanto tempo livre.
George Russell, por exemplo, decretou: ‘O intervalo é necessário’. Mas Kimi Antonelli, o líder do campeonato, já avisou: ‘Depois de quatro ou cinco dias, vou ficar entediado e querer voltar ao carro’. Para não sofrer, ele escolheu um destino com kartódromo. Óbvio: tem piloto que não vive sem cheiro de gasolina.
Enquanto uns desligam o celular e somem no mar, como boa parte do grid, Lewis Hamilton aproveita para surfar, meditar e se reconectar com a natureza. Outros usam o tempo para hobbies: Charles Leclerc no piano, Liam Lawson na guitarra, Bottas pedalando e Norris e Verstappen, quiçá, trocando o volante pelo gamepad. Tudo para a cabeça não explodir antes da segunda metade da temporada.
Manter a forma também é prioridade. Natação, alongamento, ioga e, claro, padel – esporte que virou febre entre os pilotos. Carlos Sainz já tem agenda cheia: ‘Muito golfe, muito padel e, com sorte, atividades com meus sobrinhos’. Alex Albon vai para trilhas, Russell arrisca um mergulho. Afinal, ninguém quer chegar em Zandvoort com o fôlego de um espectador de arquibancada.
E ainda tem quem nem saia do paddock: Franco Colapinto e Gabriel Bortoleto caíram na pista para os testes de pneus Pirelli, e Jak Crawford também deu sua contribuição para a Aston Martin. Férias? Para alguns, é só uma mudança de categoria: de piloto de corrida para piloto de teste. O importante é chegar ao GP da Holanda, entre 21 e 23 de agosto, com as baterias recarregadas – ou, no caso de Antonelli, com o kart já aquecido.