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F1

Despedida à holandesa: o GP que teve de tudo (e um Verstappen no muro)

Norris voa, Hulkenberg brilha, Alonso faz mágica e a Holanda se despede da F1 com um fim de semana caótico e inesquecível.

Por Bruno Bandeira

Foto: The Race / Foto original da matéria-fonte

O último GP da Holanda na F1 foi exatamente o que uma despedida merece: caótico, estratégico e cheio de reviravoltas. Zandvoort se despediu com uma corrida frenética, com diferentes planos de prova e disputas de tirar o fôlego. Se a saída do calendário é uma pena, ao menos a pista holandesa mostrou por que tantos sentem falta dela.

O grande nome do dia foi Lando Norris, que simplesmente atropelou a concorrência. O britânico abriu 32 segundos para o companheiro Oscar Piastri e ainda teve a elegância de enganar Kimi Antonelli numa ultrapassagem que parecia iminente. Com isso, Norris mantém viva — ainda que matematicamente improvável — uma briga pelo título que insiste em não morrer. A McLaren mostra que segue afiada nas novas regras, e Norris voltou a ser o grande trunfo do time.

Se Norris foi o herói, Max Verstappen foi o vilão de si mesmo. Depois de sugerir no sábado que os carros estavam fáceis demais de guiar, o holandês bateu no muro na pista molhada e acabou abandonando. A ironia é tão deliciosa que até parece roteiro: o piloto que reclamou da facilidade foi justamente o que encontrou o limite — e passou dele — na curva mais desafiadora do circuito.

Entre os vencedores, Nico Hulkenberg merece aplausos. O alemão desviou da fumaça do companheiro Bortoleto no início, sobreviveu ao caos e ainda segurou os Racing Bulls para marcar pontos pelo segundo fim de semana consecutivo. E o que dizer de Fernando Alonso? O espanhol, que anda ameaçando se aposentar, fez uma prova de estratégia impecável com apenas um pit stop, terminando à frente de muita gente que tem carro melhor. A Aston Martin ainda sofre com falta de potência, mas Alonso compensa com pura malandragem.

No lado dos perdedores, Oscar Piastri vive um momento de dúvida: estratégia errada, pneus duros que não funcionaram e apenas 12 pontos nas últimas duas corridas. Carlos Sainz, por sua vez, se envolveu numa colisão com o companheiro Alex Albon após pegar um relevo no Turn 1 — o que rendeu um conserto extra para a Williams. E os Racing Bulls, que lideram o meio do pelotão, viram uma penalidade em Lindblad custar pontos preciosos. Até Franco Cola aparece na lista dos que tiveram um fim de semana para esquecer — embora o texto da análise não explique exatamente o que ele fez. Talvez seja melhor assim.

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