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Debandada na HRT: engenheiros pedem demissão em bloco e deixam a Ford de cabelos em pé no DTM

Renúncia coletiva atinge a base da equipe de Nürburgring, com o chefe de engenharia Laurent Fedacou no centro da tempestade

Por Bruno Bandeira

A semana começou quente em Nürburgring, mas não foi por causa do asfalto. A HRT, equipe que opera os carros da Ford no DTM, viveu um verdadeiro terremoto interno: segundo informações apuradas pela Motorsport-Total.com, os membros do time de engenharia pediram demissão em conjunto no dia 31 de julho. Sim, você leu certo: uma renúncia em grupo, daquelas que fazem qualquer chefe de equipe pensar em trocar a planilha de estratégia por uma carta de baralho.

No olho do furacão está ninguém menos que Laurent Fedacou, o engenheiro-chefe que chegou à equipe no final de 2021 e, ao que tudo indica, decidiu que o capítulo na Alemanha já deu o que tinha que dar. O francês, conhecido por sua experiência e por saber onde cada parafuso do carro se encaixa, agora protagoniza um enredo mais parecido com série de streaming do que com campeonato de turismo.

A saída coletiva levanta uma pergunta óbvia: afinal, o que aconteceu nos bastidores da HRT? Por enquanto, ninguém fala oficialmente, mas o clima deve estar tão tenso que até o café da copa deve ter ficado com gosto de estratégia de pit stop mal calculada. Especulações sobre os motivos vão desde divergências técnicas até aquela clássica ‘incompatibilidade de visões’ que, no automobilismo, costuma ser o mesmo que dizer ‘cada um quer puxar a sardinha para o seu lado’.

Com a debandada, a HRT precisa correr contra o tempo para reconstruir sua estrutura técnica antes das próximas etapas. Perder um engenheiro-chefe já é ruim; perder um departamento inteiro é algo que nem o plano B consegue resolver com um simples ‘vamos nos falar amanhã’. Resta saber se a Ford vai conseguir segurar as pontas ou se o DTM vai ganhar mais um capítulo de novela mexicana.

Enquanto isso, o mundo do automobilismo assiste de longe, com pipoca na mão, torcendo para que a próxima notícia traga mais respostas do que perguntas. Porque, convenhamos, uma renúncia coletiva sem explicação é como um safety car sem motivo aparente: a gente sabe que tem algo errado, mas só descobre na volta seguinte.

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