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F1

De ‘péssima ideia’ a título: Briatore revela como convenceu a Gucci a vestir a Alpine

Chefe da Alpine conta bastidores do acordo com a grife italiana, a persistência para convencer Luca De Meo e o poder de convencimento do GP de Mônaco.

Por Bruno Bandeira

Flavio Briatore é daqueles que, quando crava uma ideia, não solta até ver o nome estampado no bico do carro. Em entrevista exclusiva ao The Race, o chefe da Alpine revelou como a Gucci virou patrocinadora título da equipe, que a partir da próxima temporada passará a se chamar Gucci Racing Alpine F1 Team. E olha que, no início, até o próprio Luca De Meo – hoje na Gucci, mas antigo chairman da Renault e velho amigo de Briatore – achou a ideia um desastre.

‘Ele me disse que era uma péssima ideia’, contou Briatore, com aquele sorriso de quem adora provar que os outros estão errados. Mas Briatore não é de desistir fácil: ‘Empurrei, empurrei, empurrei’. Até que De Meo resolveu ligar e dizer que talvez não fosse tão ruim assim. Faltava só convencer François-Henri Pinault, o chairman da controladora da Gucci, que – pasmem – não acompanhava Fórmula 1. Em um movimento digno de roteiro de novela, Briatore levou Pinault para o GP de Mônaco. O resto é história: depois de ver o circo armado no principado, Pinault ficou encantado e Gucci decidiu embarcar na aventura.

Para Briatore, o acordo é um marco duplo: é a primeira grife de luxo estampada em um carro de F1, enquanto a Louis Vuitton segue como parceira de eventos. O italiano ainda destacou que os dois gigantes do luxo são geridos por italianos – Pietro Beccari na LV e De Meo na Gucci. Enquanto isso, o time ganha fôlego: MSC e Eni renovaram por mais 1 a 3 anos, e Briatore garantiu que há outras três ou quatro marcas na fila querendo um pedacinho do bolo.

Além do glamour, o chefão também celebrou o momento da F1. Os números que ele citou impressionam: 560 mil pessoas em Silverstone, recorde absoluto, e 200 mil em Spa. O público, segundo Briatore, ficou mais jovem (média de 28 a 30 anos) e mais feminino – 60% mulheres contra 40% homens. ‘Antes era esporte de homem’, ironizou. Agora, com a Gucci no paddock, até a fila do banheiro em Mônaco deve ficar mais estilosa.

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