Coulthard prevê Aston Martin ‘mais evoluída’ dos próximos anos: ‘vão vencer GPs mesmo com começo tenebroso em 2026’
Ex-piloto defende projeto de longo prazo da equipe de Silverstone e aposta em vitórias, apesar de um início de temporada para esquecer.
O ex-piloto de F1 David Coulthard está com o coração batendo mais forte pela Aston Martin. Em participação no podcast ‘Up To Speed’, ao lado da co-apresentadora Jolie Sharpe, o escocês cravou: a equipe de Silverstone será a que mais vai evoluir na Fórmula 1 nos próximos dois anos. E não para por aí: ele prevê que o time chegará a vencer corridas, mesmo que o começo de 2026 seja digno de filme de terror — ou de um primeiro treino livre com chuva e pneus errados.
Coulthard, conhecido por não ter papas na língua, saiu em defesa do projeto de longo prazo da Aston Martin, que tem investido pesado em estrutura e gente. Para ele, o potencial é enorme, mas a paciência é a palavra-chave. ‘Eles vão ganhar corridas’, afirmou, deixando no ar aquela sensação de quem viu algo que ninguém mais viu — ou de quem simplesmente acredita no Papai Noel das fábricas de carros.
O timing da declaração é curioso. Enquanto a Aston Martin ainda tenta engatar a primeira marcha em 2026, Coulthard já enxerga o carro cruzando a linha de chegada em primeiro. Pode ser otimismo, pode ser nostalgia de um tempo em que a McLaren andava na frente… mas o escocês nunca foi de apostar em cavalo manco sem motivo. E, convenhamos, se a equipe de Silverstone conseguir repetir o milagre da vontade, a F1 vai ficar bem mais divertida.
Enquanto isso, a torcida da Aston Martin faz as contas: dois anos parecem uma eternidade, mas na F1 é o tempo de uma revolução silenciosa — ou de um projeto que finalmente engrena. Se Coulthard estiver certo, podemos até ver uma dupla de pilotos comemorando no pódio em 2027, enquanto os rivais mordem o capacete de raiva. Até lá, resta acompanhar o desenvolvimento e torcer para que o ‘começo tenebroso’ seja apenas o primeiro capítulo de uma história de superação — e não um roteiro de tragédia grega.
Palavras de um ex-piloto que entende do riscado e que, no fim das contas, só quer ver a F1 mais equilibrada. E quem não quer?