Colton Herta na F2: estreia é ‘de abrir os olhos’ — e os pneus Pirelli têm culpa
Ex-IndyCar, americano encara a adaptação ao novo campeonato e à borracha Pirelli em uma experiência que ele próprio define como reveladora.
Colton Herta não esconde: sua estreia na Fórmula 2 está sendo um verdadeiro choque de realidade. O ex-piloto da IndyCar definiu os primeiros meses como ‘de abrir os olhos’ — e apontou os pneus Pirelli como um dos grandes responsáveis pelo susto.
Depois de sua passagem pela IndyCar, Herta resolveu cruzar o Atlântico para enfrentar um novo desafio na F2. A missão? Ganhar experiência com a borracha Pirelli, que ele ainda não conhecia a fundo. Só que, como todo bom aprendizado, a jornada cobra seu preço.
Adaptar-se à nova categoria vai muito além de apertar o acelerador. Herta precisa entender o comportamento dos compostos, a estratégia de corrida e a dinâmica de um grid competitivo. ‘É um mundo totalmente novo’, parece pensar o americano a cada volta — e a pista, claro, não perdoa distração.
O lado positivo? A evolução aparece na mesma proporção do sofrimento. Herta trata a fase como uma escola intensiva, daquelas em que você aprende mais em uma temporada do que em anos. Se o começo é complicado, a promessa é de um piloto mais completo no futuro.
No fim, a aventura de Herta na F2 é uma aposta com cara de investimento. Ele está pagando o preço agora para colher frutos depois. E, quando alguém perguntar como foi a adaptação, ele já tem a resposta pronta: ‘Foi de abrir os olhos.’ A Pirelli, certamente, ganhou mais um fã — mesmo que a relação seja de amor e ódio.