‘Caos e calamidade’: chefe da JBR admite que vai para Daytona sem roteiro
Adam Stevens, o estrategista do carro No. 20, diz que não faz ideia do que esperar da corrida de sábado — e, sinceramente, quem faz?
O chefe de equipe da Joe Gibbs Racing, Adam Stevens, é o tipo de sujeito que costuma ter um plano para tudo. Mas para a Coke Zero Sugar 400, neste sábado em Daytona, ele oficialmente jogou a toalha antes da largada: não faz ideia do que esperar, não sabe onde colocar Christopher Bell na aproximação da Curva 1 e admite que tudo é uma incógnita.
‘Isso vai ser caos e calamidade totais’, resumiu Stevens, em uma declaração que deve ter feito vários engenheiros de corrida ao redor do mundo sentir um frio na espinha. Quando um veterano do esporte admite que não tem a menor ideia do que vem pela frente, o resto de nós só pode fazer o que ele está fazendo: apertar o cinto e torcer.
A declaração tem um quê de ironia: Daytona é justamente o tipo de pista onde o planejamento mais detalhado costuma evaporar no momento em que o pelotão aperta o gatilho. Stevens, que já viu de tudo, parece ter finalmente abraçado a filosofia do ‘deixa a vida me levar’ — ou, no caso, deixa o carro ir, porque ninguém sabe para onde.
No fim das contas, a mensagem do chefe da equipe No. 20 é um alívio disfarçado: se até ele está no escuro, a corrida promete ser democrática. Resta saber se Bell vai conseguir atravessar a confusão da primeira volta inteiro ou se vai precisar de um milagre — e, em Daytona, milagres são quase tão comuns quanto bandeiras amarelas.