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F1

Cadillac na F1 faz ‘mudança eterna’: equipe opera de três países enquanto constrói sua casa

Graeme Lowdon atualiza a infraestrutura da escuderia, que usa túnel de vento da Toyota e instalações da GM até ter sede própria.

Por Bruno Bandeira

A Cadillac está vivendo um verdadeiro ‘frete interestadual’ na F1. Enquanto a nova equipe ainda não tem uma casa fixa, o chefão Graeme Lowdon deu uma atualização sobre a bagagem: a escuderia opera a partir de vários endereços, com o principal sendo o hub em Silverstone, mas sem abrir mão dos braços da General Motors na Carolina do Norte e em Michigan, e ainda fazendo uma visitinha regular ao túnel de vento da Toyota em Colônia. Ou seja, mais fácil que explicar é achar um GPS que acompanhe toda a logística.

A situação, segundo Lowdon, é parte do processo de desenvolvimento da infraestrutura. A Cadillac está construindo uma nova estrutura de F1, mas, como toda boa reforma, a obra demora e a vida segue no meio da bagunça. Enquanto isso, a equipe aproveita o que há de bom: a tecnologia da GM e a experiência japonesa no túnel de vento. É como começar uma casa nova usando a lavanderia da sogra e a academia do vizinho.

A boa notícia é que a espera parece ter um fim. Com o novo complexo a caminho, a Cadillac vai finalmente ter um endereço fixo para chamar de seu. Até lá, resta torcer para que as peças não se percam nos Correios entre três fusos horários diferentes. Afinal, na F1 moderna, até a logística pode ser mais emocionante que a corrida.

Lowdon, experiente como é, parece encarar a situação com a tranquilidade de quem já desmontou e montou equipe muitas vezes. Se depender da organização, a Cadillac vai sair dessa ‘mudança eterna’ com uma base sólida. E os fãs, claro, só esperam que o caminhão de mudança não atrase a estreia competitiva da equipe.

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