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F1

Cadillac chega à F1 com mala cheia, mas a lista de peças é outra corrida

Nova equipe desembarca na F1 com verba farta e um chefe experiente, mas descobre que montar um carro do zero ainda é um desafio digno de pit stop complicado.

Por Bruno Bandeira

Times novos na F1 são mais raros que volta sem ultrapassagem em Mônaco, então quando um aparece, a curiosidade é geral. A Cadillac finalmente teve sua entrada aprovada após um processo longo o bastante para testar a paciência de qualquer engenheiro. E não é uma equipe qualquer: o cofre está recheado, o que já muda o cenário em comparação com outras estreias recentes.

O chefão da operação, Graeme Lowdon, sabe bem como é a vida em dois extremos. Ele viveu uma verdadeira aventura com a Manor, equipe que sobrevivia com orçamento apertado e muito gambiarra. Agora, na Cadillac, o jogo é outro: a grana não é problema. Mas, ironicamente, a tarefa de produzir ou comprar as próprias peças apareceu como um desafio muito maior do que o enfrentado pela última equipe nova a entrar no grid.

Enquanto os últimos estreantes puderam contar com uma base mais pronta, a Cadillac precisa construir (ou encomendar) praticamente tudo. É como se o time tivesse ganho na loteria e, em vez de comprar a casa pronta, decidisse construir do zero, com arquitetos, engenheiros e um caminhão de concreto. Funciona, mas não é rápido nem barato — e olha que dinheiro não falta.

A combinação de verba farta com a experiência de Lowdon em situações de vacas magras pode ser o tempero ideal. Ele já sabe o que é fazer milagre com pouco; agora, com muito, a expectativa é que a Cadillac não precise de milagres, apenas de um bom planejamento. Resta saber se a lista de compras vai caber no orçamento — ou se o time vai precisar de um carrinho extra no supermercado da F1.

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